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Macrorregiões Triângulo do Norte, Triângulo do Sul e Noroeste mudam de ondas após alterações do programa 'Minas Consciente'


Regiões do Triângulo estão na Onda Amarela, autorizados a abrir alguns serviços não essenciais; já o Noroeste está na Onda Vermelha, com autorização apenas para serviços essenciais. Confira a lista das cidades que aderiram ao plano estadual. Nova divisão das macrorregiões dentro do 'Minas Consciente' Governo de Minas/Divulgação Após a reformulação do "Minas Consciente", as macrorregiões Triângulo do Norte e Triângulo do Sul foram inseridas na "Onda Amarela" e a macrorregião Noroeste, na "Onda Vermelha". O programa do governo estadual prevê a retomada gradual das atividades comerciais e industriais que foram suspensas por causa da pandemia do coronavírus. O reenquadramento das ondas para macro e microrregiões foi realizada pelo Comitê Extraordinário Covid-19 nesta quarta-feira (5) e anunciada pelo governador Romeu Zema (Novo). As mudanças começam a partir do próximo sábado (8) e valem até 14 de agosto. Portanto, até esta sexta-feira (7) as cidades devem seguir as recomendações das ondas em que estão atualmente, segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede). Cerca de 42% das cidades mineiras vão poder avançar na fase de reabertura do comércio Os municípios que enquadrados na "Onda Amarela" estão autorizados a abrir serviços não essenciais, como bares e restaurantes; e os que estão na "Onda Vermelha" podem abrir somente os serviços considerados essenciais, como supermercados, farmácias e bancos (veja mais detalhes abaixo). Veja as cidades do Triângulo do Norte, Triângulo do Sul e Noroeste que aderiram ao programa até o momento: Triângulo do Norte Abadia dos Dourados Douradoquara Ituiutaba Prata Romaria Santa Vitória Uberlândia Triângulo do Sul Água Comprida Campo Florido Carneirinho Conceição das Alagoas Conquista Fronteira Frutal Itapagipe Limeira do Oeste Pirajuba Planura Sacramento Santa Juliana São Francisco de Sales União de Minas Veríssimo Noroeste Brasilândia de Minas Carmo do Paranaíba Cruzeiro da Fortaleza Guarda-Mor Guimarânia Lagamar Lagoa Formosa Lagoa Grande Matutina Patos de Minas Presidente Olegário São Gonçalo do Abaeté Serra do Salitre Tiros Varjão de Minas Plano reformulado O plano estadual “Minas Consciente” passou por reformulação após consulta pública, com o objetivo de se adaptar ao atual momento da pandemia. A principal mudança foi em relação às ondas, que foram reduzidas para três. Agora, as cores funcionam como um semáforo: onda vermelha, quando é permitido abrir somente serviços essenciais; amarela, quando serviços não essenciais também são autorizados; e verde, que incluem serviços não essenciais com alto risco de contágio. Antes e depois das ondas na atualização do 'Minas Consciente' Governo de Minas/Divulgação O Comitê define em qual onda a cidade ficará levando em consideração a incidência da Covid-19 na localidade, na capacidade de atendimento e na velocidade de avanço da doença. Segundo o governo estadual, para passar da Onda Vermelha para a Amarela, a cidade deve cumprir as restrições da primeira fase por sete dias. Já para passar da Amarela para a Verde, é preciso esperar 28 dias. Entretanto, os municípios podem, a qualquer momento, ser obrigados a retroceder de onda baseado nos dados epidemiológicos, caso mostrem avanço descontrolado do novo coronavírus. Cidades de pequeno porte Cidades com menos de 30 mil habitantes poderão avançar para a Onda Amarela, independente da situação das macro ou microrregiões que estão inseridas. Estes municípios, que agora podem abrir serviços não essenciais, registraram menos de 50 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, segundo o Estado. A diferenciação foi feita após debate envolvendo a Secretaria de Estado de Saúde, o Ministério Público e o Grupo Executivo do plano Minas Consciente. Entendeu-se que municípios de pequeno porte, com população de até 30 mil habitantes, não têm sistema de transporte coletivo relevante, que é indicado como uma das principais formas de contágio. Além disso, as rotinas e costumes são diferentes das cidades maiores e a densidade demográfica baixa é menos propícia a aglomerações. “A autonomia que estamos dando às cidades que possuem menos de 30 mil habitantes e têm baixa incidência da doença não é, de forma alguma, uma flexibilização que desconsidere os critérios de saúde. São cidades onde não há um transporte público intenso. Ele pode até existir, mas nada que gere um pico, uma aglomeração, ônibus lotados, como geralmente se vê em cidades maiores. Por isso, a chance de transmissão é muito menor”, explicou o governador Romeu Zema. Municípios de maior porte e microrregiões Já as cidades que têm mais de 30 mil habitantes, e também aquelas que apresentaram mais de 50 casos por 100 habitantes nos últimos 14 dias, devem respeitar as indicações de ondas para as macro ou microrregiões. Além das macrorregiões, os dados das 62 microrregiões mineiras também foram considerados, permitindo que elas sejam divididas por ondas, conforme as realidades específicas. Contudo, caso as ondas indicadas para as macro e microrregiões sejam diferentes, caberá a cada prefeito optar por qual das duas recomendações seguir. Ondas por microrregiões do 'Minas Consciente' Governo de Minas/Divulgação Ondas Após a reformulação, o “Minas Consciente” passou a ter três ondas: Vermelha, Amarela e Verde. Conforme o Estado, até o momento, nenhuma macrorregião mineira apresentou índices favoráveis para a inclusão na Onda Verde, que permite a abertura de academias, clubes, cinemas e estúdios de piercings e tatuagens, entre outros serviços. Para avançar para a onda verde, as cidades precisam estar há 28 dias consecutivos na onda amarela, sem sofrer retrocessos durante esse período. Veja abaixo detalhadamente quais serviços podem funcionar em cada categoria, segundo o Estado. Onda Vermelha As macrorregiões de Saúde Centro, Noroeste, Jequitinhonha, Nordeste, Leste e Vale do Aço estão na onda vermelha do novo plano. Nesses locais, está autorizada a abertura dos seguintes serviços: Supermercados, padarias, restaurantes, lanchonetes, lojas de conveniência Bares (somente para delivery ou retirada no balcão) Açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros Serviços de ambulantes de alimentação Farmácias, drogarias, lojas de cosméticos, lavanderias, pet shop Bancos, casas lotéricas, cooperativas de crédito Vigilância e segurança privada Serviços de reparo e manutenção Lojas de informática e aparelhos de comunicação Hotéis, motéis, campings, alojamentos e pensões Construção civil e obras de infraestrutura Comércio de veículos, peças e acessórios automotores Onda Amarela As macrorregiões de Saúde Norte, Triângulo do Norte, Triângulo do Sul, Oeste, Sul, Centro-Sul, Sudeste e Leste do Sul apresentaram índices favoráveis para a abertura de serviços não essenciais, contemplados pela onda amarela. Nesta fase, são permitidos: Bares (consumo no local) Autoescola e cursos de pilotagem Salão de beleza e atividades de estética Comércio de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo Papelaria, lojas de livros, discos e revistas Lojas de roupas, bijuterias, joias, calçados, e artigos de viagem Comércio de itens de cama, mesa e banho Lojas de móveis e lustres Imobiliárias Lojas de departamento e duty free Lojas de brinquedos Onda Verde Atividades artísticas, como produção teatral, musical e de dança e circo Academias e demais atividades de condicionamento físico Cinemas, bibliotecas, museus, arquivos Parques, zoológicos e jardins Clubes Feiras, congressos, exposições, filmagens de festas, casas de festas, bufê Parques de diversão, discotecas, boliches, sinuca Bares com entretenimento (shows e espetáculos) Serviços de colocação de piercings e tatuagens

Centro de Especialidades Médicas de Sabará é arrombado e atendimentos são suspensos


Uma televisão foi levada e vários objetos ficaram danificados. Local foi isolado pela polícia. Centro de Especialidades Médicas de Sabará foi arrombado nesta quinta-feira (6) Gabriele Lanza/TV Globo O Centro de Especialidades Médicas (Cemae) da cidade de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi arrombado na madrugada desta quinta-feira (6). A Polícia Militar (PM) foi chamada após um funcionário chegar para trabalhar às 6h50 e encontrar o local revirado. Segundo informações da PM, uma televisão foi roubada e objetos ficaram espalhados pelo chão. Uma mochila e uma mala com microondas, ventilador e sanduicheira foram encontradas. Os militares acreditam que o suspeito não conseguiu levar os objetos. Mochila foi encontrada com microondas, sanduicheira e ventilador, em Sabará Gabriele Lanza/TV Globo Por conta do arrombamento, os atendimentos foram suspensos. O Cemae atende, durante a pandemia, 50 pessoas por dia. São oferecidas 29 especialidades, como odontologia, cardiologia, ortopedia, pré-natal de risco e serviço de assistência a doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)/ Aids. Ainda não foi possível contabilizar o valor do prejuízo e ninguém foi preso. Até as 10h30, o local estava isolado para o trabalho da perícia da Polícia Civil. Vidro quebrado no Centro de Especialidades Médicas de Sabará Gabriele Lanza/TV Globo

Governo sugere que seis microrregiões do Sul de Minas abram apenas serviços essenciais

Cidades estão na onda vermelha no Programa Minas Consciente. Demais microrregiões migram para onda amarela. O Governo de Minas Gerais sugeriu a pelo menos seis microrregiões do Sul de Minas para que possam aderir à onda vermelha no Programa Minas Consciente, que permite apenas a abertura de serviços essenciais. Para as demais microrregiões do Sul de Minas, a orientação é que sigam a onda amarela, que também permite a abertura de serviços não essenciais. As orientações divulgadas pelo programa valem entre os dias 8 e 14 de agosto. As novas orientações valem para os municípios das microrregiões de Poços de Caldas, Alfenas/Machado, Guaxupé, Três Pontas, Pouso Alegre e Três Corações. Na Onda Vermelha, os municípios só podem abrir serviços essenciais, como supermercados, padarias, farmácias, bancos, depósitos de material de construção, fábricas e indústrias, entre outros. Já na onda amarela, os municípios podem abrir lojas de artigos esportivos, eletrônicos, floriculturas, autoescolas, livarias, papelarias, entre outros. Há ainda a onda verde, que permite a abertura de serviços nao essenciais com alto risco de contágio, como por exemplo, academias, teatros, cinemas e clubes. Pelas novas regras, novos indicadores norteiam a tomada de decisão, como taxa de incidência Covid-19; taxa de ocupação de leitos UTI Adulto; taxa de ocupação de leitos UTI Adulto por covid-19; leitos por 100 mil habitantes; positividade atual RT-PCR; % de aumento da incidência; e % de aumento da positividade dos exames PCR. A análise dos dados será feita no âmbito microrregional, que vai agrupar um número menor de cidades para contemplar características mais específicas. Semanalmente, serão divulgados os índices da microrregião e da macrorregião, com ondas recomendadas para cada uma delas, conforme os indicadores. A tomada de decisão sobre qual critério seguir, o recomendado para a macro ou a microrregião, ficará a cargo de cada prefeito. Outro ponto importante é o recorte para municípios de até 30 mil habitantes. Esses locais terão a oportunidade de irem para a segunda onda amarela, independentemente da onda em que estiver a sua microrregião, desde que a taxa de incidência não esteja superior a 50 casos para cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. Veja mais notícias da região no G1 Sul de Minas

Santa Casa de Misericórdia de Araguari amplia número de leitos de UTI para Covid-19


Unidade agora conta com 20 leitos para tratamento de paciente com coronavírus e outros dez para demais enfermidades. Respiradores foram enviados pelo Estado. Santa Casa Araguari tem 20 leitos de UTI para pacientes com o novo coronavírus Prefeitura de Araguari/Divulgação A Santa Casa de Misericórdia de Araguari está ampliando o número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados à pacientes com Covid-19. Agora, a unidade de saúde passa a contar com 20 leitos para tratamento de pessoas com coronavírus e dez para outras enfermidades. A informação foi divulgada pela Prefeitura, que recebeu dez novos respiradores do governo estadual. "Estamos unindo todas nossas forças, para que possamos ter o maior número de leitos possíveis em nossa cidade. Não estamos medindo esforços e juntos iremos vencer esse momento delicado que estamos vivendo”,disse o prefeito Marcos Coelho (PSB). Antes, a Santa Casa contava com dez leitos de UTI para Covid-19, disponibilizados pelo SUS Fácil para atendimento de toda a rede. Agora, as novas unidades já estão disponíveis. Santa Casa No início da pandemia, a Santa Casa de Misericórdia credenciou dez leitos de UTI para pacientes com Covid-19. A construção das unidades foi iniciada no dia 21 de março. A obra foi entregue no dia 24 de abril e, desde então, o local recebeu os equipamentos e passou por higienização. Prefeitura de Araguari/Divulgação

Governo de Minas Gerais cancela entrega de medalhas e condecorações enquanto durar a pandemia; veja lista


Deliberação foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira (6). Cerimônia de entrega da Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto, em 2016 Alex Araújo/G1 MG O governo de Minas Gerais decidiu cancelar, enquanto durar a pandemia de coronavírus, a entrega de medalhas e condecorações no estado. A deliberação do Comitê Extraordinário Covid-19 foi publicada no Diário Oficial de MG nesta quinta-feira (6). A suspensão está entre as medidas de prevenção à transmissão do vírus. Títulos e homenagens seriam entregues em diferentes regiões do estado, como Central, Zona da Mata e Triângulo Mineiro. Por conta do coronavírus, a Medalha da Inconfidência não foi entregue pela primeira vez em 68 anos. A comenda, maior honraria do governo mineiro, foi criada por Juscelino Kubitschek e era concedida no mês de abril desde 1952. De acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde, divulgado nesta manhã, Minas Gerais teve mais de 142 mil casos confirmados de coronavírus. O número de mortos chegou a 3.304. Veja abaixo a lista de medalhas e condecorações canceladas: Medalha da Inconfidência - Município de Ouro Preto - 21 de abril Medalha Santos Dumont - Município de Santos Dumont - 23 de outubro Medalha Conselheiro Cristiano Otoni - Município de Belo Horizonte - 21 de maio Comenda Antônio Secundino de São José - Município de Patos de Minas - Durante a Festa Nacional do Milho Medalha Presidente Juscelino Kubitschek - Município de Diamantina - 12 de setembro Medalha Calmon Barreto - Município de Araxá - 19 de dezembro Comenda da Paz Chico Xavier - Município de Uberaba e Município de Pedro Leopoldo - 2 de março Comenda de Luta contra as Drogas Professor Elias Murad - Município de Belo Horizonte - 26 de junho Comenda Teófilo Otoni - Município do Serro e Município de Teófilo Otoni - 27 de novembro Medalha dos Gerais – Matias Cardoso e Maria da Cruz e Medalha dos Gerais – Grande Colar Município de Matias Cardoso - 8 de dezembro Medalha Professor Paulo Neves de Carvalho - Município de Belo Horizonte - 20 de setembro Comenda Nhá Chica - Município de Baependi - 2 de maio

Cantor Jefferson Moraes faz post sobre nova live após polêmica com vizinhos e ironiza: 'Não é no condomínio'


Sertanejo foi proibido pela Justiça de fazer shows e eventos em casa, em Goiânia, após reclamação de vizinhos por causa de barulho. Petição tem fotos de confusão e relatos de xingamentos e multas. Cantor Jefferson Moraes faz post sobre nova live após polêmica com vizinhos e ironiza: 'Não é no condomínio' Reprodução/Instagram Após se envolver em uma polêmica com vizinhos e ser proibido pela Justiça de fazer shows e eventos na casa onde mora, em um condomínio fechado de Goiânia, o cantor Jefferson Moraes vai realizar uma nova live nesta quinta-feira (6). Nas redes sociais, ele postou uma foto do local onde será realizada a apresentação e foi irônico na legenda: “Não é no condomínio”, escreveu o cantor, acompanhado de um emoji gargalhando. A live será realizada a partir das 20h, em Belo Horizonte. Denominada de "Resenha dos Brabo", o evento terá ainda a participação de Thiago Brava, Clayton e Romário e Hugo e Guilherme. Uma decisão da juíza Alessandra Gontijo do Amaral proibiu o cantor de realizar qualquer evento ou show em casa. A determinação foi dada após uma representação feita por vizinhos, irritados com o barulho provocado pelas constantes festas - segundo eles - realizadas pelo artista. "A urgência necessária para o deferimento da medida se encontra evidenciada nos evidentes infortúnios decorrentes da perturbação ao sossego noturno dos autores, causando prejuízos à saúde e à vida do autores, pois é sabido que o excesso de ruído provoca estresse, danos psicológicos, auditivos e até mesmo alterações no metabolismo, influenciando inclusive no exercício das profissões dos autores", escreveu a juíza na decisão. Na terça-feira (4)), a assessoria de Jefferson informou que ele fez apenas uma live beneficente, mas que como "moradores do condomínio preferem que elas não sejam realizadas", ele iria acatar a decisão e faria suas próximas lives fora do condomínio. Naquele mesmo posicionamento, havia a informação sobre a live desta noite. Fotos mostram confusão entre cantor Jefferson Morais e vizinhos após discussão por causa de festas em condomínio de Goiânia Goiás Reprodução Confusão, xingamentos e multas Na petição formulada pela defesa dos vizinhos, que embasou a decisão judicial, além de relatos de xingamentos, ofensas e autuações em decorrência de som alto, constam imagens de uma confusão entre os envolvidos. As imagens que constam na petição mostram um grupo, composto por Jefferson e outras pessoas, na porta da casa dos vizinhos. Outro registro contém os vizinhos conversando com policiais militares na porta da residência. O grupo já não está mais no local. A situação ocorreu no dia 9 de maio. De acordo com o advogado dos vizinhos, José Mendonça Carvalho Neto, o dono da residência comemorava seu aniversário e, num "costume pernambucano e familiar", estourou três bombinhas de São João em seu quintal. Relata a defesa da família que o cantor alegou que os vizinhos jogaram bombas em seu quintal. Por isso, o artista e alguns amigos teriam ido ao local tirar satisfações. Jefferson Moraes está envolvido em polêmica sobre lives Érico Andrade / G1 No documento elaborado pelo advogado, consta que o grupo começou a bater nos vidros laterais da janelas e a xingar os moradores. Houve uma conversa entre os envolvidos. A PM foi acionada, mas chegou depois que o grupo já havia deixado o local. No entanto, um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra o artista foi registrado por ameaça. A pendência entre Jefferson e os vizinhos, porém, começou antes. Eles narram que o artista alugou uma casa no condomínio há nove meses e que, devido à pandemia, o sertanejo passou a realizar, praticamente todos os dias, "festas de arromba, regadas a muita bebida alcoólica e som alto", o que incomodou os vizinhos. Tanto que, na petição, constam sete autuações e três multas em desfavor do cantor por barulho acima do permitido no condomínio.

Minas Consciente: veja como fica a situação das cidades da Zona da Mata e Vertentes a partir de sábado


Decisão foi anunciada pelo governador Romeu Zema na quarta-feira (5) e, segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, até sexta (7) os municípios devem seguir a onda que estão atualmente. Confira as alterações. Reunião do Comitê em Minas Gerais Gil Leonardi / Imprensa MG A partir do próximo sábado (8), as macrorregiões Centro Sul, Leste do Sul e Sudeste, que reúnem municípios da Zona da Mata e Campo das Vertentes, passarão para a onda amarela do novo programa "Minas Consciente". A decisão foi tomada pelo Comitê Extraordinário Covid-19 e anunciada pelo governador Romeu Zema (Novo) nesta quarta-feira (5). De acordo com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), até esta sexta-feira (7), as cidades devem seguir as recomendações da atual onda em que estão. Veja abaixo como fica a situação das regiões. Segundo o Governo de Minas, as ondas são definidas pelo Comitê, com base na incidência do novo coronavírus na localidade, na capacidade de atendimento e na velocidade de avanço da doença. O plano estadual "Minas Consciente" passou por reformulação após consulta pública, com o objetivo de se adaptar ao atual momento da pandemia. Agora, as novas ondas do programa são divididas da seguinte forma: Onda 1 - Vermelha: serviços essenciais; Onda 2 - Amarela: serviços não essenciais; Onda 3 - Verde: serviços não essenciais com alto risco de contágio. Cidades de pequeno porte Nova Onda Amarela do 'Minas Consciente' Governo de Minas/Divulgação Foi decidido pelo Estado que cidades com menos de 30 mil habitantes poderão avançar automaticamente para a onda amarela, independente da situação das macro ou microrregiões que estão inseridas. Como é o caso de Alto Rio Doce, Antônio Carlos, Capela Nova, Cipotânea, Desterro do Melo, Dores de Campos, Entre Rios de Minas, Ibertioga, Lagoa Dourada, Paiva, Piranga, Prados, Ressaquinha, Santa Bárbara do Tugúrio, Santa Rita de Ibitipoca, Senhora dos Remédios, Canaã, Arantina, Belmiro Braga, Bicas, Bom Jardim de Minas, Brás Pires, Chácara, Coronel Pacheco, Descoberto, Dona Eusébia, Dores do Turvo, Estrela Dalva, Guarani, Guarará, Guidoval, Itamarati de Minas, Laranjal, Mercês, Miradouro, Olaria, Orizânia, Pequeri, Piau, Recreio, Rio Novo, Rio Pomba, Rochedo de Minas, Santa Bárbara do Monte Verde, Santa Rita de Jacutinga, Santo Antônio do Aventureiro, Tabuleiro e Volta Grande. Esses municípios, que agora estão autorizados a abrir serviços não essenciais, como bares e restaurantes, registraram menos de 50 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. Apesar disso, algumas localidades, como por exemplo, Barroso, que tem 20.810 habitantes, o Estado informou que apesar da macrorregião e microrregião poderem passar para a onda amarela, a cidade não está apta a fazer o mesmo. O G1 entrou em contato com o Governo de Minas para saber como será a situação dessas cidades e aguarda retorno. Municípios de maior porte e microrregiões Já os municípios que têm mais de 30 mil habitantes, e também aquelas que apresentaram mais de 50 casos por 100 habitantes nos últimos 14 dias, devem respeitar as indicações de ondas para as macro ou microrregiões. Além das macrorregiões, os dados das 62 microrregiões mineiras também foram considerados, permitindo que elas sejam divididas por ondas, considerando as específicas. Contudo, caso uma microrregião esteja em uma onda diferente da definida para a macrorregião, caberá ao prefeito decidir qual diretriz seguir. De acordo com o Estado, Juiz de Fora e Barbacena também poderão passar para a onda amarela. Ondas por microrregiões do 'Minas Consciente' Governo de Minas/Divulgação Novas ondas O número de ondas que indicam o que pode abrir ou fechar em cada região foi reduzido no novo formato do plano e, agora, as cores funcionam como um semáforo: onda vermelha, quando é permitido abrir somente serviços essenciais; amarela, quando serviços não essenciais também são autorizados; e verde, que incluem serviços não essenciais com alto risco de contágio. Onda vermelha As macrorregiões de Saúde Centro, Noroeste, Jequitinhonha, Nordeste, Leste e Vale do Aço estão na onda vermelha do novo plano. Nesses locais, está autorizada a abertura dos seguintes serviços: Supermercados, padarias, restaurantes, lanchonetes, lojas de conveniência; Bares (somente para delivery ou retirada no balcão); Açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros; Serviços de ambulantes de alimentação; Farmácias, drogarias, lojas de cosméticos, lavanderias, pet shop; Bancos, casas lotéricas, cooperativas de crédito; Vigilância e segurança privada; Serviços de reparo e manutenção; Lojas de produtos de informática e aparelhos de comunicação; Hotéis, motéis, campings, alojamentos e pensões; Construção civil e obras de infraestrutura; - Comércio de veículos, peças e acessórios automotores. Amarela As macrorregiões de Saúde Norte, Triângulo do Norte, Triângulo do Sul, Oeste, Sul, Centro-Sul, Sudeste e Leste do Sul apresentaram índices favoráveis para a abertura de serviços não essenciais, contemplados pela onda amarela. Nesta fase, são permitidos: Bares (consumo no local); Autoescola e cursos de pilotagem; Salão de beleza e atividades de estética ; Comércio de eletrodomésticos e equipamentos de áudio e vídeo; Papelaria, lojas de livros, discos e revistas; Lojas de roupas, bijuterias, joias, calçados, e artigos de viagem; Comércio de itens de cama, mesa e banho; Lojas de móveis e lustres; Imobiliárias; Lojas de departamento e duty free; Lojas de brinquedos. Onda verde Nenhuma macrorregião mineira apresentou, até o momento, índices favoráveis para a inclusão na onda verde, que permite a abertura de academias, clubes, cinemas e estúdios de piercings e tatuagens, entre outros serviços. Para avançar, as cidades precisam estar há 28 dias consecutivos na onda amarela, sem sofrer retrocessos durante esse período. Situação da região após mudança no Minas Consciente

Coronavírus: MG já teve 142 mil pessoas com Covid, das quais 3.304 morreram; conheça as histórias das vítimas


Segundo os dados do governo, já foram 142.828 pacientes diagnosticados com a Covid-19 no estado. Minas Gerais já teve 142.828 pacientes diagnosticados com a Covid-19, dos quais 3.304 morreram. Foram 3.167 casos e 109 mortes registradas nas últimas 24 horas. Os dados estão no boletim epidemiológico desta quinta-feira (6), divulgado pelo governo, que voltou a informar o número de mortes por município. Conheça as histórias de algumas vítimas do coronavírus em Minas. Enterros aumentaram em julho desse ano na capital mineira. Reprodução/ TV Globo Até esta segunda-feira, outras 120 mortes estavam em investigação. Desde terça, o boletim oficial do governo parou de trazer a informação de mortes suspeitas. Casos por município Dos 853 municípios mineiros, 818 já tiveram ao menos um paciente infectado com a Covid-19. Isso representa mais de 95% do total de cidades no estado. Veja a lista de casos e mortes por municípios O município com mais casos de Covid-19 e mortes decorrentes da doença é a capital. Belo Horizonte já teve 22.676 pacientes infectados, dos quais 621 morreram. Nesta quinta-feira, a cidade voltou a abrir parte do comércio, como lojas de rua e shoppings. Mapa do coronavírus em Minas: a distribuição dos casos no estado. SES-MG / Reprodução Acesse a tabela interativa com todos os números da Covid-19 nos 853 municípios mineiros Ocupação dos leitos no estado Na manhã desta quinta-feira (6), a taxa de ocupação dos leitos de UTI está em 66%, referente ao dia 5. Na região central do estado, chega a 78%. São 3.740 leitos de UTI públicos. Já a taxa de ocupação dos leitos de enfermaria em Minas está em 58%. São 20.864 leitos de enfermaria. Na Região Central, a taxa chega a 68%. Perfil dos pacientes Segundo os dados do governo, 111.801 pacientes se recuperaram da doença no estado. Do total de pacientes diagnosticados com a Covid-19, 15.519 tiveram que ser internados na rede pública ou privada e 127.309 ficaram em isolamento domiciliar. Em 2020, houve 41.756 internações por síndrome respiratória aguda grave (na qual se inclui a Covid-19), 1.242% a mais em relação ao mesmo período de 2019. Na rede pública, 80.494 pessoas foram testadas para saber se estavam com Covid-19. A maioria dos pacientes que morreram com a Covid-19 era de homens: 58% do total. E idosos: 77% têm mais de 60 anos. Dos óbitos, 37% são de cor branca e 43% de cor parda. Além disso, 73% dos óbitos ocorreram em pacientes que já tinham fatores de risco, principalmente cardiopatia, diabetes e pneumopatia. Rostos e histórias por trás dos números: algumas vítimas do novo coronavírus em Minas Gerais. Arquivo pessoal Outros fatores de risco registrados foram doença renal, transtornos mentais, doença neurológica, tabagismo, neoplasia, hipotireoidismo e doença genitourinária. Conheça a seguir as histórias de alguns desses pacientes que não resistiram ao coronavírus em Minas: Pai e filha morrem em BH O primeiro teste de Covid-19 que o aposentado fez deu negativo. Sr. Paulo Roberto morreu no último sábado (13). Arquivo pessoal Paulo Roberto Dias Câmpara tinha 75 anos e era pai de três filhos. Ele falava três idiomas, adorava tocar instrumento de corda e participou de várias apresentações musicais. Para completar a renda da família, trabalhava como vendedor ambulante empurrando um carrinho de picolé pelas ruas do Bairro Santa Cruz, na Região Nordeste de Belo Horizonte. Fumante, no dia 3 de junho ele deu entrada na UPA Noroeste com quadro de enfizema pulmonar e pneumonia. De acordo com a família, o aposentado chegou a fazer um teste para a COVID-19 mas o primeiro resultado deu negativo. Com a piora do quadro, ele precisou ser levado para o Hospital Odilon Behrens. A filha mais velha, Samira Diniz Câmpara, fez companhia para o pai durante a internação. No Hospital Odilon Behrens, o quadro de saúde de Paulo Robertou pirou. Um segundo exame feito na unidade de saúde atestou a presença do coronavírus. Mas o aposentado não resistiu. Morreu no sábado, dia 13 de junho, em decorrência de uma parada cardíaca. Samira tinha 40 anos e trabalhava como cabeleireira. Ela morreu no último dia 17. Arquivo pessoal Três dias antes da morte do pai, Samira já estava internada no Hospital Eduardo de Menezes, que é referência no atendimento à pacientes com a Covid-19. "O quadro dela só piorou, dia após dia, foram oito dias de internação. De uma hora para outra ela ficou muito mal. Assim que fizeram o teste para Covid-19, o resultado foi positivo", disse o cunhado Ítalo de Jesus. Samira morreu quarta-feira, 17 de junho. Tinha 40 anos e trabalhava como cabeleireira. Era conhecida no bairro pelo talento que tinha para trabalhar com estética e beleza. Deixa um filho de 11 anos: "Ela cuidou do pai e nem se despediu dele", lamenta Ítalo. Três parentes mortos em uma semana Maicon Dias Lucas perdeu três parentes para a Covid-19, em Betim, na região Metropolitana de Belo Horizonte. “Foi muito forte o que aconteceu. Na quinta enterrei meu avô, na terça o meu tio e na quarta a minha tia”, disse ele. Juarez, avô de Maicon, morreu aos 83 anos Arquivo pessoal/Divulgação O avô de Maicon, Juarez, tinha 83 anos e, segundo a família, uma saúde de ferro. “Há 20 dias nós estávamos brigando com meu avô para ele descer de uma árvore”, contou o neto. O casal de tios, Álvaro, de 58 anos, e Marluce, de 55 anos, eram pastores evangélicos. O casal Álvaro e Marluce morreu de Covid-19 em Betim Arquivo pessoal/Divulgação “Faziam um trabalho muito forte dentro do bairro Citrolândia que é não só em cuidar das pessoas dentro da igreja, mas sim, muitas das vezes, de levar um alimento, de zelar pelas pessoas. Esse é o legado maior que eles nos deixaram. De amar as pessoas”, disse Maicon. 'Via-crúcis' para conseguir atendimento A doméstica Marli Simplício Araújo, de 50 anos, morreu na manhã de 9 de julho no Hospital Eduardo de Menezes, no bairro Bonsucesso, na Região do Barreiro, em Belo Horizonte. O G1 acompanhou a dificuldade de sua família para conseguir um leito de UTI para ela, na última semana, o que só ocorreu após cinco dias. Marli e o filho, Thiago Arquivo pessoal A informação foi confirmada à reportagem pelo filho, Tiago Araújo, de 18 anos. Antes de conseguir o leito, Marli estava internada na UPA Justinópolis, de Ribeirão das Neves. A Prefeitura de Ribeirão das Neves confirmou que o resultado do exame de Marli foi positivo para a Covid-19. Os pais de Marli também foram internados na UPA Justinópolis, em Neves, com a Covid-19. A mãe dela teve alta no dia 10 de julho, mas o pai, Marinho Araújo, piorou o quadro e também teve que ser transferido para um leito de UTI, o que ocorreu após três dias de espera, na noite de 12 de julho. No dia 14 de julho, o sr. Marinho também morreu por causa da doença, aos 78 anos. “Meu sentimento é de impotência, o mesmo que senti quando perdi a minha mãe. Impotência de buscar pelos nossos direitos e ainda perder minha mãe e meu avô. O Brasil não investe nem na saúde, nem na educação. A gente sente que tem muito déficit”, desabafou o jovem Tiago. Marinho Lúcio de Araújo, de 78 anos, morreu de Covid-19 cinco dias depois da filha. Arquivo pessoal Capitão da PM A 9ª Região da Polícia Militar (9ª RPM), com sede em Uberlândia, perdeu um policial militar de 46 anos, que morreu no dia 14 de julho, vítima da Covid-19. Segundo informou a PM, o capitão Ivanir Clementino de Brito atualmente coordenava o 53º batalhão em Araguari. O capitão Ivanir Clementino de Brito morreu de Covid-19 no dia 14 de julho. Reprodução / Facebook Ele ficou internado por cerca de 15 dias em estado grave, em um hospital particular de Uberlândia, mas teve complicações e morreu durante a manhã. A polícia também informou que é a primeira morte de um militar em serviço da 9ª RPM, que abrange 18 cidades do Triângulo Mineiro e a segunda de Minas Gerais, conforme nota enviada pelo comando da PM no estado. Na nota, a polícia lamentou o falecimento e informou que toda assistência à família está sendo prestada. “Mais um herói que honrou a sua farda e cumpriu sua missão no bom combate em defesa da sociedade mineira”. Morador de rua vítima da Covid-19 Adilson Goulart era usuário de drogas e vivia nas ruas de Belo Horizonte há anos. Ele morreu de Covid-19, no dia 5 de maio, aos 38 anos. “Me ligaram da Santa Casa para me avisar que ele tinha sido internado com Covid-19. A minha ficha não caiu, sabe? Ainda não chorei direito”, disse Valter, irmão mais velho de Adilson. Os irmãos perderam os pais e os avós muito cedo. “Adilson era brincalhão, inteligente, prestativo, chorão (risos). A vida foi muito ruim com ele. Ele foi para o caminho errado. Sofreu demais, sofreu demais”, lamentou. Única foto de Adilson Goulart que morreu de Covid-19 aos 38 anos Valter Goulart/Arquivo pessoal Após a morte do irmão, Valter começou uma peregrinação para conseguir sepultar o irmão. “Ele não tinha documentos. Até eu achar a certidão de nascimento dele demorou muito. Aí o corpo foi levado para o IML. Para liberar eu tinha que identificar. Muito triste ver meu irmão daquele jeito. Sem roupa, envelhecido”, contou. Quando estava internado, a preocupação de Adilson era o cachorro que vivia com ele. “Os companheiros dele de rua ficaram tomando conta”, disse Valter. Casal morre com dez dias de diferença Antônio Borges dos Santos, de 95 anos, e Luiza Francisca Pereira, de 89 anos, costumavam tomar sol juntos na varanda de casa em Rio Manso, cidade com pouco mais de cinco mil habitantes, na Região Central de Minas Gerais. Os dois fariam 71 anos de casados em junho. Ele morreu no dia 17 de maio de Covid-19. Ela morreu neta quinta-feira (28) também vítima da doença. Antônio e Luiza morreram com dez dias de diferença Arquivo pessoal “Quando minha avó soube da morte do meu avô disse que não ia conseguir viver sem ele. Aí ela piorou muito”, disse Lívia Luiza de Oliveira Borges, neta do casal. Os dois tiveram 13 filhos, dois deles faleceram. Deixaram 30 netos, 33 bisnetos e cinco tataranetos. “Estavam sempre juntinhos e abraçados. Não podiam ver que estávamos vigiando que rapidinho paravam de abraçar. Foi bem difícil perder os dois em tão pouco tempo”, disse Lívia. Primeiras mortes em Minas A primeira morte em decorrência do coronavírus divulgada em Minas Gerais foi a de Marlene Eunice Vanucci, de 82 anos, moradora de Belo Horizonte. Ela foi internada no Hospital Biocor em Nova Lima em 21 de março, com quadro de febre, tosse e desconforto respiratório, sendo transferida para UTI dois dias depois. Ela morreu no dia 29 de março. A paciente também tinha doença cardiovascular crônica, diabetes mellitus e pneumopatia crônica. No dia da morte de Marlene, sua nora fez um desabafo emocionado em uma rede social: "Gostaria imensamente que os governantes fossem mais respeitosos com cada vida ceifada e sufocada pelo coronavírus. Sr. Ministro Mandetta se mantenha técnico e firme, não se deixe abater por ignorância. Mais amor e mais empatia", escreveu ela. Morte de Marlene foi confirmada pelo médico do Biocor Reprodução Redes Sociais Mais tarde, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG) divulgou outros óbitos que aconteceram antes do de Marlene Vanucci: de um paciente de 79 anos de Patos de Minas, no dia 28 de março, e de uma freira de 79 anos de Paraisópolis, no mesmo dia (veja abaixo a história dela). No mesmo dia 29 de março, também morreu um paciente de 71 anos de Juiz de Fora. O segundo morador de Belo Horizonte que morreu com exame positivo para a Covid-19 foi o Darcy Gomes Parreiras, de 66 anos, que estava internado no Hospital Semper e morreu três dias depois de dar entrada, em 30 de março. Ele tinha cardiopatia e diabetes mielitus. Darcy Gomes Parreiras Arquivo pessoal Freira fazia caridade A prefeitura de Paraisópolis, no Sul de Minas, divulgou a morte da freira Jandira Rosa Chagas, de 78 anos, apenas no dia 10 de abril, quando o resultado dos exames saiu. Mas ela morreu no dia 28 de março, tendo sido um dos primeiros óbitos pela Covid-19 confirmados em Minas Gerais. Irmã Jandira, como era conhecida, realizava trabalhos na Casa da Criança de Paraisópolis. Ela recebeu homenagens da instituição no dia da morte. O perfil oficial do Instituto das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora de Fátima também homenageou a religiosa quando a morte completou o sétimo dia. Irmã Jandira, de Paraisópolis (MG), deve morte confirmada por coronavírus pela prefeitura Divulgação/Casa da Criança Detento morre na prisão A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e o Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) confirmaram, no dia 30 de junho, a morte de um detento do Ceresp Gameleira, Região Oeste de Belo Horizonte. Ele cumpria prisão temporária, tinha 77 anos e não possuía comorbidades. Ceresp Gameleira, em Belo Horizonte Reprodução / TV Globo Em nota, informaram que Pedro Vitoriano de Souza, custodiado da unidade, havia sido preso no dia 9 de junho e, dez dias depois, apresentou quadro de coriza e tosse seca. Ele estava em uma das 30 unidades do sistema prisional criadas como porta de entrada, com a função de triagem de presos recém-admitidos do extramuros, para cumprimento de quarentena, antes do encaminhamento para os demais presídios. Com sintomas gripais e atendido pela área de saúde da unidade, Pedro foi isolado e acompanhado por quatro dias quando, com a piora no quadro, foi encaminhado para a Upa Oeste, no dia 24, onde foi colhido exame PCR. No dia seguinte, o detento foi encaminhado para o Hospital Júlia Kubischek, onde morreu no dia 28 de junho, com causa confirmada para a Covid-19. Mortes que demoram a ser confirmadas Gilberto Loiola tinha 74 anos, era morador de Poços de Caldas, no Sul de Minas e morreu com coronavírus no dia 13 de abril, mas a morte só foi confirmada pela Secretária Estadual de Saúde (SES) após 26 dias. A família afirma que na certidão de óbito, até o dia 21 de maio, ainda constava insuficiência respiratória grave como causa da morte. Como o G1 mostrou em 19 de maio, houve casos de demora de até 42 dias para uma morte por coronavírus ser divulgada pelo governo do estado. Gilberto Loiola e Carina Loiola. Arquivo pessoal O senhor Gilberto gostava de viajar e sua última viagem foi um cruzeiro até o Caribe, com a sua esposa e com os sogros da filha Carina Loiola, no começo março. Naquela época, a família acreditava que a doença estava longe, como afirma a filha dele, que, além do pai, também perdeu o sogro com a Covid-19. "Nós acreditávamos na doença, mas como os números ainda eram baixos no Brasil, principalmente na nossa região, a gente achava que estava longe". O casal chegou de viagem no dia 15 de março e no dia 18, Gilberto começou a sentir alguns sintomas leves, como febre baixa e foi para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Poços de Caldas, mas os médicos falaram para voltar para casa. Carina também perdeu o sogro, Nilton Augusto Flores, para a doença. Ele viajou no mesmo cruzeiro que o Gilberto e foi internado no dia 27 de março. "Nós sabíamos do coronavírus, mas quando eles foram viajar, ainda não tinha muitos casos da doença no Brasil e o local para onde eles iriam não tinha nada. A operadora do cruzeiro prometeu que iria haver fiscalização. Então ficamos mais seguros", relatou Carina. Nilton Augusto Flores também morava em poços de Caldas. Arquivo pessoal Pacientes sem nenhuma comorbidade O quinto paciente a morrer em Minas foi um homem de 44 anos, morador de Mariana, que veio a óbito em hospital na própria cidade, no dia 30 de março. Ele não tinha nenhuma comorbidade. Esta morte em Mariana havia sido confirmada na manhã do dia 1º de abril. Outro paciente que não tinha qualquer comorbidade ou doença prévia era um morador de 72 anos da cidade de Ouro Fino, no Sul de Minas. Ele teve início de sintomas, com febre, no dia 21 de março. Foi internado no dia 24 e morreu no dia 31 de março. O exame confirmando que ele estava com a Covid-19 saiu neste domingo, 5 de abril. Segundo a assessoria da Prefeitura de Ouro Fino, João Batista Bueno filho morava na zona rural e apresentou os sintomas após uma viagem de cruzeiro no Ceará, onde estava com a esposa. Prefeitura de Ouro Fino confirma que homem de 72 anos morreu por Covid-19 Reprodução EPTV O pedreiro José de Oliveira Souza, de 55 anos, também tinha a saúde perfeita, segundo a irmã, Marta Souza Moreira. Ele morava em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e morreu no dia 30 de maio, deixando quatro filhos. Marta disse que o irmão nunca teve problemas de saúde. Segundo ela, José partiu no melhor momento da vida. Tinha conquistado o sonho da casa própria há dois meses e estava aprendendo a dirigir. Pedreiro José de Oliveira Souza morreu de Covid-19 Arquico pessoal/Divulgação “Ele era tão bom que até o defeito dele se torna saudade”, emociona-se a irmã. Dizia que doença era 'coisa da mídia' Outro paciente que não tinha nenhuma doença prévia era Cláudio Manoel Ricardo, de 69 anos, morador de Montes Claros. Segundo o filho do idoso, Claudinei dos Santos Ricardo, em entrevista ao G1 no dia 2 de março, o pai viajou antes do período de Carnaval para rever a família e retornou no dia 16 de março. “Infelizmente, meu pai não levou isso a sério, ele dizia que era coisa da mídia. Quando resolveu viajar, eu o alertei para não ir e mesmo sabendo dos riscos, ele foi porque não acreditava na doença. Meu pai era 100% saudável, não tinha problema de saúde e tinha feito um check-up recentemente”, afirmou o filho do paciente. Na madrugada do dia 17, Cláudio Ricardo começou a sentir os primeiros sintomas da doença. O idoso foi internado no hospital Aroldo Tourinho no dia 27 de março e entubado dois dias depois. Ele morreu no dia 1º de abril. Sua família está em isolamento e sendo monitorada. Cláudio Manoel Ricardo estava internado no Hospital Aroldo Tourinho Arquivo pessoal Acreditava na doença e se cuidava Joaquim da Ponte, de 75 anos, morava na zona rural de Espinosa (MG) e faleceu com coronavírus no dia 17 de maio. Segundo seu filho, Luis Paulo Ponte, ele se cuidava muito bem contra a doença: "Ele acreditava na doença por tudo que via na televisão, praticamente não saía, usava máscara e não recebia visitas", conta o filho. Joaquim tinha 75 anos e morava na zona rural de Espinosa Luís Paulo Ponte / Arquivo Pessoal Joaquim foi internado em maio em Espinosa, com diagnóstico de infecção urinária grave e sem suspeita de Covid-19. Inicialmente, ele se queixava de fraqueza. Luis e a irmã se revezam como acompanhantes no hospital. Como houve piora do quadro, o pai deles foi transferido para uma unidade de saúde em Janaúba (MG). “Ele pediu para que eu ligasse para minha mãe e falou com ela que ia, mas voltava logo”, fala o filho. Como já estava com o pai em Espinosa, Luis foi junto para o segundo hospital e permaneceu no mesmo quarto que ele. “Morreu nos braços”, emociona-se ao lembrar. Durante a internação Joaquim teve febre e precisou de oxigênio para respirar. Ele tinha asma e bronquite desde 1993. Logo após o falecimento, o filho foi informado que o pai tinha testado positivo para coronavírus, por meio de um teste rápido. Por se tratar de óbito, foi feita uma investigação e a confirmação da Covid-19 foi divulgada em junho pela prefeitura. Os familiares ficaram isolados e não foram submetidos a exames por não apresentarem sintomas. Joaquim deixa 20 filhos, 40 netos e cinco bisnetos. Profissionais da saúde Gerônimo morreu na madrugada deste domingo (26). Redes Sociais/Reprodução O primeiro profissional de saúde a morrer por causa da Covid-19 em Belo Horizonte foi o técnico de enfermagem Gerônimo Batista Pires. Ele morreu aos 53 anos, no dia 26 de julho. Descrito por colegas da UPA Barreiro como uma pessoa leve e divertida, ele foi diagnosticado com Covid-19 três semanas antes, e internado no Hospital Júlia Kubitschek. De acordo com Ilda Alexandrino, vice-presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindbel), Gerônimo pode ter sido infectado durante um plantão de domingo, no qual deu assistência a oito pacientes contaminados na UPA Barreiro, enquanto a unidade só tinha dois respiradores disponíveis. Para ela, a morte dele chama atenção para a situação precária em que os profissionais da linha de frente têm trabalhado. A Secretaria Municipal de Saúde de BH emitiu uma nota de pesar pelo seu falecimento. Uma profissional de enfermagem de 53 anos que atuava no Hospital Alberto Cavalcanti, de Belo Horizonte, e também na Unidade de Pronto Atendimento Ressaca, em Contagem, na Região Metropolitana, morreu no dia 20 de abril. Ela estava internada no Hospital Municipal de Contagem, após contrair o coronavírus. A informação foi confirmada pela Prefeitura da cidade no dia 20, mas o óbito só entrou no balanço oficial do governo no dia 25 de abril. Técnica de enfermagem foi a primeira vítima da Covid-19, em Contagem A servidora Maria Aparecida Andrade tinha 53 anos e apresentou teste positivo para a Covid-19 no dia 8 de abril, com determinação de afastamento de sete dias de suas atividades profissionais. O exame e o atestado médico foram feitos em Belo Horizonte. Em 13 de abril, cinco dias após ser afastada, ela procurou atendimento na UPA Ressaca e foi transferida para o Hospital Municipal de Contagem. Pela idade, Maria Aparecida não era considerada do grupo de risco. Mas tinha doença cardíaca. E, por isso, poderia ter pedido o afastamento do trabalho. Mas nunca fez essa opção. E, como os colegas não sabiam da doença, ninguém a aconselhou a ficar em casa. Cida, como era carinhosamente chamada, era uma apaixonada pela profissão. “Aqui a gente passa 12 horas, às vezes até mais que com os nossos familiares. Nos consideramos uma família. Então, nós perdemos uma integrante da nossa família. E esse buraco vai ficar, não vai ter jeito de cobrir”, lamentou a amiga Kelly Ribeiro Alves, enfermeira que trabalhava com Cida. Ela contou que todos os colegas ficaram muito assustados com a morte de Maria Aparecida, por estarem todos "na linha de frente" do enfrentamento ao coronavírus. Já o médico pediatra Ramon Pinto Lobo, de 69 anos, morreu no dia 6 de maio, no Biocor, em Nova Lima. Ele era morador de Jequitinhonha. Médico pediatra de Jequitinhonha morreu por Covid-19 no Hospital Biocor, em Nova Lima Reprodução/Redes Sociais De acordo com o enfermeiro e coordenador da Vigilância em Saúde de Jequitinhonha, ele tinha diabetes, hipertensão e doença cardiovascular crônica. Além de ter uma clínica particular, Ramon Pinto Lobo era médico de uma unidade de saúde de Jequitinhonha, onde trabalhou até o dia 17 de abril, e plantonista do Hospital São Miguel. Seu último plantão foi no dia 13 de abril. No dia 18 de maio, a técnica de enfermagem Marilene do Prado Tavares, de 47 anos, morreu de coronavírus em Varginha, no Sul de Minas. A técnica de enfermagem Marilene do Prado Tavares, de 47 anos, morreu de coronavírus em Varginha. Reprodução / EPTV Marilene trabalhava há 25 anos no setor de oncologia do Hospital Bom Pastor e estava internada no CTI desde o dia 20 de abril. A morte da profissional de saúde foi constatada às 8h de 18 de maio. A Prefeitura de Varginha emitiu uma nota de pesar pela morte da servidora: "Lamentamos muito ao comunicarmos o passamento da Técnica em Enfermagem Marilene do Prado Tavares, 47 anos, às 08 horas da manhã do dia de hoje, a qual trabalhou 25 anos na sua função no HBP, destacando-se pelo seu compromisso, simpatia e carinho com todos. Nossas efusivas homenagens há esta dileta servidora, é nossos sentimentos a seus familiares. Que Deus os conforte", diz a nota. No mesmo dia da morte, familiares, colegas e amigos da técnica de enfermagem fizeram um cortejo em homenagem à vida e profissionalismo da servidora da saúde. Sob aplausos dos colegas, o corpo deixou o hospital para ser sepultado. Outra técnica de enfermagem que morreu foi a Maria Elza Oliveira Andrade, que trabalhava havia mais de 35 anos na Santa Casa de Capitão Enéas e veio a óbito no dia 1º de junho. Técnica de enfermagem morreu aos 55 anos Arquivo pessoal Bila, como era popularmente conhecida na cidade com pouco mais de 14 mil habitantes, amava a profissão e estava sempre pronta para servir o próximo, conforme relato dos colegas. “Ela era caridosa, brincalhona e muito alegre. Uma profissional exemplar que morreu fazendo o que amava. Todos gostavam dela no hospital, foi uma grande perda para o município”, disse o ex-diretor da unidade, Gilson Farias dos Santos, que trabalhou durante três anos com a técnica. “Estou aqui para servir, fiz um juramento e vou cumprir”. Essas foram as palavras ditas pela técnica de enfermagem ao ser orientada para se afastar nesse período da pandemia porque era hipertensa e estava no grupo de risco. “Falei várias vezes que a doença era perigosa, mas Bila queria continuar cuidando dos pacientes. Ela deixou um vazio enorme no hospital, era nosso ponto de referência aqui. Uma pessoa amável e carinhosa com todos”, contou Joilma Veloso e Silva, funcionária do setor administrativo há 30 anos. Ela estava internada desde o dia 22 de maio em um hospital de Montes Claros. O corpo da profissional foi enterrado de Capitão Enéas na manhã desta terça-feira (2). Moradores se reuniram na entrada da cidade para acompanhar o cortejo até o cemitério e prestar a última homenagem. Ela era casada e tinha três filhos adultos. Amigos fizeram uma carreata na entrada da cidade para se despedirem da técnica de enfermagem Arquivo pessoal A técnica de enfermagem Andreisa Aparecida Eva, de Lavras (MG), morreu com apenas 33 anos, no dia 24 de junho. Ela trabalhava no Hospital Vaz Monteiro, em Lavras, desde 2010. Sua morte aconteceu após ter uma miocardite e um edema agudo de pulmão, mas dois dias depois foi constatado que a causa da morte foi a Covid-19. Andreisa Aparecida Eva era técnica de enfermagem e trabalhava no Hospital Vaz Monteiro desde 2010. Reprodução Já o técnico de enfermagem Rene Serafim Soares morreu no dia 12 de julho, em Belo Horizonte. Ele não exercia suas atividades profissionais, no momento em que adoeceu, segundo o governo. Segundo nota enviada pela Fhemig, Rene, que era servidor do ambulatório do Hospital João XXIII, deu entrada no João XXIII no dia 18 de junho para se tratar de um problema clínico, mas com suspeita de Covid-19. O diagnóstico para a doença foi confirmado no dia 25 de junho e ele foi isolado, seguindo os protocolos clínicos. No dia 8 de julho, foi transferido para a Santa Casa, mas acabou não resistindo aos tratamentos e morreu neste sábado (11). De acordo com a Fhemig, Rene "estava afastado de suas atividades desde 2018 e seu processo de aposentadoria já estava em andamento desde fevereiro do ano corrente". A fundação conclui seu comunicado dizendo que "lamenta o ocorrido e se solidariza com a família do servidor". Rene Serafim Soares, técnico de enfermagem do Hospital João XXIII, morreu de Covid-19 em BH. Reprodução / Redes Sociais Morador da cidade de Martinho Campos, Jair Quirino de Oliveira, de 62 anos, era considerado o "médico" da cidade. Formado em patologia clínica, Jair trabalhou 45 anos em farmácias da cidade na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, com pouco mais de 13 mil habitantes. Jair Quirino de Oliveira é uma das vítimas da Covid-19 em Minas Gerais Arquivo pessoal “Ele começou a ter a febre dia 12 de abril, e ele achou que era simplesmente uma sinusite. Por ele confiar demais em si mesmo, ele não procurou um médico e começou a tomar medicamento por conta própria”, disse Geisiane Costa Quirino Oliveira que perdeu o pai para a Covid-19 duas semanas depois. Após os sintomas terem piorado, Jair foi internado no dia 19 de abril. Dois dias depois, ele foi transferido para o Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte. Jair morreu no dia 26 de abril. “Ele amava comentar, discutir futebol, política. Gostava de contar piada, era uma pessoa muito conhecida em Martinho Campos. Todo mundo gostava muito dele, sempre procurava ele”, disse a mulher de Jair, Giselma Quirino Oliveira. Pacientes mais jovens Cinco crianças, inclusive dois bebês, já morreram por causa do novo coronavírus em Minas. As mais jovens, até o dia 21 de julho, foram dois bebês de menos de 1 ano, moradores de Montes Claros e Nova Serrana, que morreram em julho. Apenas 0,3% dos pacientes diagnosticados com coronavírus em Minas tinha menos de 1 ano. (Imagem ilustrativa) Kelly Sikkema / Unsplash Em seguida, um bebê de apenas 2 anos, de Ipatinga. O pequeno morreu no dia 6 de julho e isso foi divulgado pela SES no dia 9. Em seguida, a mais jovem é uma criança de apenas 4 anos, de Diamantina. Ela morreu no dia 30 de junho. Em Ribeirão das Neves, morreu no dia 22 de junho uma criança de apenas 8 anos. Depois dela, a vítima mais jovem foi uma adolescente moradora de Betim, também na região metropolitana. Ela tinha 14 anos de idade e estava internada em um hospital de São Paulo, à espera de um transplante cardíaco. Morreu no dia 3 de maio. Até o dia 21 de julho, 21 pacientes com até 25 anos já tinham morrido por causa da doença, em Minas Gerais. Se considerarmos os pacientes com até 35 anos, a Covid-19 fez 53 vítimas fatais até 21 de julho. Um dos mais jovens, com 23 anos, era morador de Betim e não tinha nenhuma doença prévia ou comorbidade. Matheus Augusto Lobo, de 23 anos, não tinha doença prévia e morreu com coronavírus Erberte Lobo/Arquivo pessoal Matheus Augusto Cerqueira Lobo, de 23 anos, morreu no dia 19 de maio e teve o corpo cremado no dia seguinte. “Ele segurou minha mão e pediu pra não deixar ele morrer”, contou Erberte Lobo, de 62 anos, pai de Matheus, sobre o dia da internação. O jovem foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Teresópolis, na semana passada. De lá, foi transferido para o Hospital Regional de Betim, onde morreu dias depois. Matheus gostava de passar o tempo com a família e trabalhava como autônomo, comprando e revendendo carros. Matheus Augusto Lobo e o pai Erberte Lobo Erberte Lobo/Arquivo pessoal Um dos pacientes mais jovens a morrer foi um morador de São Tomás de Aquino, no Sul de Minas, com apenas 34 anos. Ele tinha hipertensão. O fisioterapeuta Wesley Soares, de 34 anos, morreu com Covid-19 em Franca, SP Reprodução/EPTV A Prefeitura de São Tomás de Aquino (MG) confirmou a morte do fisioterapeuta da rede de saúde municipal Wesley Leite Soares de Oliveira na noite de 12 de abril. Ele estava internado em Franca, interior de São Paulo. A irmã de Wesley Soares fez um relato emocionado no dia 14 de abril. Ao falar da evolução da doença, Daiane Mendes disse que a angústia maior da família é por não ter tido tempo suficiente para a despedida. “O que mais dói é não poder se despedir. Não pode ter um velório, o enterro durou 10, 15 minutos. Coisa muito rápida mesmo. Foi muito difícil.” Wesley trabalhava como concursado da Prefeitura de São Tomás de Aquino e mantinha uma clínica de fisioterapia. Segundo Daiane, ele começou a se sentir mal no dia 2 de abril, quando apresentou sintomas de resfriado, tosse e falta de ar. Ele recebeu o primeiro atendimento na cidade mineira, onde um raio-X apontou leve alteração no pulmão. De acordo com Daiane, o irmão foi encaminhado para Franca, onde fez o teste rápido no dia 9, mas deu negativo para Covid-19. Apesar disso, o quadro de saúde não apresentou melhora, e o pai, que mora em Franca, decidiu levar Wesley ao pronto-socorro para um novo atendimento. “Chegando no pronto-socorro, já colocaram ele no oxigênio e já pediram vaga no Hospital do Coração. Levaram ele para lá. Uma vez por dia, a equipe atualizava. Às 13h, eles ligavam pra minha cunhada ou para o meu pai”, diz Daiane. No entanto, o quadro de saúde piorou e o fisioterapeuta morreu na noite de domingo (12). A irmã diz que o rapaz chegou a receber cloroquina durante o tratamento após ter sido diagnosticado. Daiane afirma que Wesley amava o trabalho e tinha um cuidado especial com os pacientes idosos. Para ela, a melhor prevenção para evitar que mais famílias percam seus entes queridos para a doença é o distanciamento social. “Nas ruas, as pessoas andam sem nenhuma precaução. Eu acho que o povo tinha que se conscientizar mais. Até eu mesma, antes de acontecer na minha família, não levava muito a sério. A gente só acredita quando atinge a família da gente. Eu não desejo que isso aconteça com ninguém. Espero que todos se cuidem para que não aconteça nas famílias. É doído. Não tem explicação.” Pacientes mais idosos Até o dia 1º de julho, havia 14 pacientes vítimas da Covid-19 com 95 a 102 anos de idade. Um dos mais idosos era o Joaquim de Paula Reis, de 95 anos, morador de Belo Vale. Ele era agricultor e não teve filhos. Ana Maria, que trabalha no asilo onde ele viveu seus últimos meses de vida, conta que ele era tranquilo, brincalhão e fazia todo mundo dar muita risada. Ana Maria conviveu com Joaquim no asilo onde viveu seus últimos meses. Arquivo pessoal As fotos de Joaquim mostram ele sempre com o sorriso no rosto. Joaquim de Paula Reis morreu com a Covid-19 aos 95 anos. Arquivo pessoal Ele morreu no dia 20 de abril e tinha doenças prévias, não informadas pela Secretaria de Estado da Saúde. Com 92 anos, Isabel Delfina Ferreira morreu na cidade da região metropolitana Mário Campos, deixando seis filhos, 17 netos, 21 bisnetos e um tataraneto. Isabel Delfina Ferreira morreu de Covid-19 aos 92 anos Arquivo pessoal Ela é lembrada com carinho por sua neta Aldaiam Martins, que ainda fala dela no presente: “Ela faz a melhor broa de arroz do mundo”. Isabel morreu no da 27 de abril. “De repente ela ficou mais quieta, tossindo mais. Ela sempre tossia, sabe? Alérgica. Mas aí foi ficando fraca. Um dia ela só ficou deitada e levei para o médico. Não teve febre e nem falta de ar. Foi diagnosticada com pneumonia e depois voltou para a casa. Dias depois ela piorou. Aí foi internada no hospital de Betim e aí não voltou mais para casa”, disse Aldaiam. Não teve velório e o sepultamento foi rápido. Morte leva a paralisação de fábrica O coordenador industrial Raimundo Lourenço Simões morreu de Covid-19 no início de junho. Ele trabalhava na Indústria de Material Bélico (Imbel), que é vinculada ao Ministério da Defesa, de Itajubá (MG). Após a morte de Raimundo, os funcionários da fábrica fizeram quarentena e só retomaram as atividades no dia 29 de junho. Conforme a empresa, no dia 3 de junho, Lourenço, que estava com 53 anos, foi encaminhado para o hospital local, que rotineiramente atende aos funcionários da fábrica, por apresentar sintomas gripais. Nessa ocasião, ele foi prontamente atendido e em seguida liberado pelo médico. No sábado, dia 6 de junho, apresentou um agravamento no estado de saúde com sintomas de pneumonia e foi internado no mesmo hospital. Funcionário da IMBEL morre com suspeita de Covid-19 em Itajubá Divulgação / Sindicato Metalúrgicos de Itajubá O funcionário realizou o teste rápido durante o período de internação na UTI, que deu resultado positivo. Após alguns dias de melhora, o estado de saúde do funcionário se agravou e ele morreu na madrugada no dia 13 de junho. 45 anos de trabalho na Santa Casa Dos 66 anos da vida de Rosa Maria de Souza, 45 foram dedicados ao trabalho no setor de lavandeira da Santa Casa de Poços de Caldas. Vítima da Covid-19, dona Rosa faleceu após um mês de internação. Ela recebeu homenagens dos amigos do hospital e da família no dia 8 de julho. Rosa Maria de Souza era funcionária da Santa Casa de Poços de Caldas (MG) e morreu vítima da Covid-19 Divulgação/Santa Casa de Poços de Caldas Com flores nas mãos, os funcionários da Santa Casa lembraram da vida da colega. “Ela se dedicava mesmo, a Santa Casa era praticamente a casa dela. Era muito amiga, companheira, gostava de ficar sempre junto com a gente, era uma mãe para nós. É uma perda irreparável, é uma dor enorme que a gente está sentindo”, contou Elza Divina da Silva Araújo, que trabalhou junto com Dona Rosa por 10 anos. Amigos fizeram homenagem à funcionária vítima da Covid-19 em Poços de Caldas (MG) Santa Casa de Poços de Caldas Em fevereiro de 2020, ao completar 45 anos de trabalho na Santa Casa, Rosa tinha recebido uma homenagem e falou sobre seu serviço. “Estou aqui desde os meus 18 anos, sempre batalhando, contra todas as dificuldades. Na Santa Casa, as coisas acontecem com dificuldade mesmo, mas estamos sempre na luta, eu dou meu sangue, faço o que posso fazer. Eu gosto muito de trabalhar aqui e acho que a gente tem que se dedicar no que a gente gosta, vestir a camisa mesmo. Enquanto eu puder eu vou trabalhar, sempre torcendo para que a Santa Casa melhore cada vez mais”, contou na época em entrevista ao setor de comunicação do hospital. Contaminada em viagem de visita Terezinha Leite Vieira tinha 72 anos e faleceu de Covid-19, em Bocaiuva Arquivo pessoal Terezinha Leite Vieira, de 72 anos, morreu de Covid-19 em Bocaiuva no dia 16 de maio. A aposentada morava em Belo Horizonte há mais de 40 anos, mas visitava familiares no Norte de Minas. “Ela era muito alegre, tinha um coração bom e gostava de ajudar as pessoas”, diz a professora Polinne Brandão, sobrinha de Terezinha. Ao longo de todos esses anos, ela sempre passeava na região e trazia muito carinho na bagagem. Como relembra a sobrinha que guarda no coração as lembranças da Tia Tê. “Tia Tê tinha uma voz marcante e sempre vou lembrar de quando ela chegava pedindo um abraço e beijava minha testa. Quando éramos crianças, ela já vinha trazendo uma lembrancinha”. Nessa última visita, Polinne não teve tempo de encontrar com a tia. Ela já chegou direto na casa de um irmão e depois deu entrada no hospital da cidade com sintomas da doença, onde faleceu no dia 16 de maio. “Ninguém da minha casa teve contato. Quando descobrimos que ela estava aqui, já tinha dado entrada no hospital e não podia receber visitas. Uma amiga minha que trabalha lá me contou que antes de morrer, Tia Tê lamentou a vinda para a região”. Não sabe como se contaminou No dia 16 de abril, morreu uma idosa de 75 anos da cidade de Varzelândia. De acordo com a Prefeitura de Varzelândia, a paciente fazia tratamento oncológico em São Paulo e retornou para o município duas semanas antes. Ela morreu no Hospital Municipal Senhora Santana, em Brasília de Minas. Segundo a secretária municipal de Saúde, Célia de Fátima Fialho Dias, a paciente apresentou febre e falta de ar assim que chegou de São Paulo, e recebeu o primeiro atendimento no Hospital de São João da Ponte. "Segundo os familiares, ela fazia tratamento em São Paulo há um ano e os médicos orientaram o retorno porque o câncer já estava muito avançado e a idosa estava bastante debilitada", disse a secretária. A sobrinha da idosa, a enfermeira Gircelia Ferreira, contou ao G1 que a família não sabe como ela se contaminou. “O médico de São Paulo indicou que a minha tia retornasse para casa e em junho, ela voltaria para fazer o acompanhamento. Não sabemos como ela se contaminou”, disse. Segundo Gircelia, a tia acreditava na doença, ficou isolamento quando chegou de São Paulo e só teve contato com familiares. “Foi uma surpresa quando saiu o resultado positivo. Ficamos muito assustados e foi um baque para toda a família, principalmente para o marido dela, que ficou muito abalado”. A enfermeira acompanhou a tia nos hospitais e está em isolamento domiciliar com os dois filhos, de 12 e 15 anos. Nenhum deles apresentou sintomas, mas ela relata que tem medo da doença e teme principalmente pela saúde dos filhos. “Não é só idoso que pode ter complicação, todas as pessoas precisam se proteger. Meus filhos não saem de casa e quando eu voltar a trabalhar, eles vão permanecer em isolamento. Quem puder, deve ficar em casa e se houver necessidade de sair, que faça isso com cautela. Os municípios também deveriam monitorar o cumprimento das medidas de prevenção nas ruas”, alerta. Gircelia está em isolamento com os filhos; quarentena termina nessa quinta-feira (30) Arquivo pessoal Ela reforça: “Muitas pessoas não querem acreditar na doença e só vão levar a sério quando perderem alguém, mas já vai ser tarde”. Fã de pagode Hermes de Paula da Silva morreu no dia 18 de maio em Belo Horizonte, aos 48 anos. Hermes de Paula da Silva morreu de Covid-19 aos 48 anos Arquivo pessoal “No dia 10 (maio) ele já estava passando mal. Ele me procurou, mas a gente não se encontrou. Foi logo chamando o Samu. Chegou no hospital, entubaram ele. É muito triste como é que uma pessoa estava aqui ontem e no outro dia já não existe mais”, disse Márcia Ramos, ex-namorada e amiga. Hermes era diabético. "Grupo de risco, né? A gente era muito próximo, batia papo e tomava uma. Eu não consigo acreditar no que aconteceu”, falou a amiga. “Amava pagode, principalmente o Zeca Pagodinho. Uma vez ele fez um aniversário que só tocava isso. Disse que foi o melhor da vida dele”, contou Márcia. Professora e diretora de escola Uma professora e diretora de escola municipal de Botelhos, no Sul de Minas, morreu no dia 6 de maio. Eliane Rodrigues, de 50 anos, ficou internada na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital em Poços de Caldas (MG) por 10 dias, mas não resistiu. Morte da professora Elaine Rodrigues por Covid-19 fez prefeitura decretar luto oficial em Botelhos (MG) Divulgação/Redes sociais O prefeito Eduardo Oliveira publicou um vídeo nas redes sociais lamentando a morte. "Com muita tristeza no coração que recebemos hoje de manhã a notícia do falecimento da nossa colega de trabalho, professora, diretora, minha amiga Eliane Rodrigues, que infelizmente nesta manhã ela não suportou e foi mais uma vítima dessa Covid". O prefeito enviou solidariedade à família, decretou luto oficial de três dias na cidade e reforçou a necessidade de se manter os cuidados contra a transmissão do coronavírus na cidade. "Tudo o que a gente tem feito é para amenizar a doença". Initial plugin text

Rapaz é detido com carga de cigarro roubada na BR-262, em Bom Despacho


Segundo a PM, ele levou os policiais ao local a carga, avaliada em R$ 200 mil, estava escondida. Carga de cigarro apreendida Polícia Militar/Divulgação Um rapaz de 22 anos foi detido nesta quarta-feira (5) com uma carga de cigarros roubada, em Bom Despacho. Segundo a Polícia Militar (PM), ele foi abordado às margens da BR-262 e levou os policiais onde a carga estava escondida. Os militares receberam denúncias de que um veículo que transportava cigarro tinha sido roubado e seguia pela BR-262 próximo a Moema. A PM fez o cerco e se deparou com um carro que entrou na contramão e fugiu por uma vicinal. O carro foi interceptado e o motorista, de 22 anos, foi abordado. Segundo a PM, ele confessou ter participado do roubo da carga. O rapaz foi com a PM até um matagal onde estava escondido o veículo da empresa com a carga, que segundo a polícia, é avaliada em R$ 200 mil. O material foi apreendido e o suspeito levado à delegacia. Carga de cigarro apreendida Polícia Militar/Divulgação

Jovem é detido por agredir mãe e irmãos em Uberaba

A mãe relatou à PM que o rapaz chegou em casa com sinais de embriagues. Família foi encaminhada para atendimento médico. Um jovem, de 18 anos, foi detido na noite desta quarta-feira (6) em Uberaba após agredir a mãe, de 39 anos, e os irmãos de 17 e 5 anos. Conforme a Polícia Militar (PM), a mulher relatou aos militares que o jovem chegou em casa com sinais de embriaguez. A mãe ainda informou à PM que o rapaz passou a ameaçar e xingar todos da casa, e entrou em atrito verbal com irmão adolescente. Durante a discussão, o autor agrediu o irmão de 17 anos com tapas no rosto; agrediu mãe com socos, ocasionando lesão na face; e agrediu o irmão de 5 anos com um pedaço de madeira, gerando uma lesão na cabeça. Aos militares, a mãe ainda relatou que frequentemente o autor a ofende e ameaça de agressão. Uma testemunha confirmou os fatos à PM. Diante disso, foi dada voz de prisão em flagrante ao jovem, que foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Uberaba. A mãe e os irmãos foram encaminhados para atendimento médico. Não foi informado para que unidade de saúde eles foram levados, por isso o G1 não conseguiu apurar o estado de saúde da família.

Grupo empresarial deve pagar quase R$ 21 milhões por desvio de recursos da Cidade das Águas em Frutal


Empresa foi investigada pelo MPMG em 2016 quando empresários e políticos foram presos. Parte do acordo será destinada à UEMG e restante vai para o Estado; G1 procurou os envolvidos. Parcela de R$ 10,2 milhões será destinada ao custeio de projetos da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), de Frutal Ascom/Unesco-Hidroex Um grupo empresarial português firmou acordo para pagamento de R$ 20,9 milhões em medidas compensatórias apuradas pela Operação “Aequelis”, que investiga o desvio de recursos públicos destinados a Fundação Centro Internacional de Educação, Capacitação e Pesquisa Aplicada em Águas (Hidroex) para a construção do Complexo Cidade das Águas, em Frutal. O acordo foi firmado com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Controladoria-Geral do Estado (CGE-MG) e a Advocacia-Geral do Estado (AGE). A informação foi divulgada pelo MPMG na última segunda-feira (10). Os valores já foram depositados. O nome do grupo empresarial não foi divulgado na publicação do órgão, que reforçou que não fornece contatos de partes em procedimentos. Na época da operação, desencadeada em 2016, empresários e políticos foram conduzidos pela polícia durante cumprimento de mandados de prisão em cidades no interior de Minas Gerais e São Paulo. Foram encontrados indícios de superfaturamento em vários contratos (relembre mais abaixo). Segundo o MPMG, R$ 4,7 milhões são referentes ao ressarcimento do dano causado ao Estado. Outros R$ 10,2 milhões se referem a danos morais coletivos. No acordo, constam, ainda, R$ 4,7 milhões como pagamento de multa civil, e R$ 1,2 milhão de transferência não onerosa. “Sem abrir a mão da punição àqueles que cometeram os ilícitos, a solução leva benefícios imediatos aos que foram prejudicados pelos crimes. Esse é um ponto em que insistimos desde o início e que continuaremos a reforçar”, disse o procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Antônio Sérgio Tonet. Destinação Uma parcela de R$ 10,2 milhões será destinada ao custeio de projetos da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), de Frutal. Já o restante será destinado aos cofres do Estado. Conforme o Ministério Público, o acordo firmado se refere a uma das ações ajuizadas por improbidade administrativa, e interfere em outras ações penais em curso na Justiça Federal. Réus que ainda não firmaram acordo continuam respondendo o processo. A Fundação Hidroex foi extinta em 2016. Promotoria de Frutal O G1 entrou em contato com o MPMG para saber qual a quantia de dinheiro público desviada e se, além do impacto financeiro, houve impacto ambiental. Sobre isso, a Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Frutal informou, nesta quinta-feira (13), que o valor estimado de dinheiro público desviado segundo a apuração do Ministério Público foi de R$ 4.758.136,00. Sobre os danos gerados ao Estado – citados no acordo – a promotoria afirmou que não têm qualquer aspecto ambiental, sendo exclusivamente no âmbito da tutela do patrimônio público. Valores depositados Foi informado também que os valores do acordo foram depositados em conta judicial nos autos da ação, em trâmite pela 2ª Vara Cível da Comarca de Frutal e serão gastos nos termos de acordo com solicitação específica e autorização judicial. UEMG Ainda segundo a promotoria, em relação ao montante destinado à UEMG Frutal, relativos aos danos morais coletivos, foi designada pela 3ª Promotoria de Justiça de Frutal uma reunião na próxima segunda-feira (17) com a Diretoria da unidade e com a Comissão pró-UEMG Frutal. O encontro vai contar com representantes dos estudantes, dos professores, dos servidores e da sociedade civil frutalense para discutir as prioridades a serem atendidas e como ocorrerá a fiscalização por parte do MPMG, que encaminhará também para análise da CGE. Operação "Aequalis" A Operação "Aequalis" foi deflagrada em maio de 2016. No dia 20 de setembro do mesmo ano, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, sancionou a lei que extinguiu a Fundação Hidroex, investigada pelo MPMG por suspeita de envolvimento e desvio de verbas públicas. A operação encontrou indícios de superfaturamento em vários contratos, dentre eles o de venda de equipamentos. O ex-secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, entre 2012 e 2014, Nárcio Rodrigues (PSDB), e outras 14 pessoas foram acusadas de organização criminosa, fraude em licitação, obtenção de vantagem indevida, lavagem de dinheiro, peculato e obstrução. Cidade das Águas foi projeto para ser um centro internacional de pesquisa Ascom/Unesco-Hidroex A Hidroex desenvolvia em Frutal o Complexo Cidade das Águas, que começou a ser construído em 2012 e teria mais de 1 milhão de m². O local foi projetado para se tornar um centro internacional de pesquisa, com foco na conservação do patrimônio hidrológico da América Latina e das nações africanas de língua portuguesa. Com a extinção da Hidroex, a Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) assumiu as responsabilidades e obrigações da fundação quanto aos programas, projetos, contratos e convênios celebrados. O mesmo ocorreu com os bens imóveis, que foram revertidos ao patrimônio do Estado, cabendo à Secretaria de Fazenda (SEF) proceder a destinação. Irregularidades na Hidroex Uma auditoria da Controladoria-Geral de Minas Gerais apontou, em abril de 2016, suposto dano aos cofres públicos devido a irregularidades na obra do Complexo Cidade das Águas durante o governo de Antonio Anastasia (PSDB). A auditoria da controladoria aponta que houve prejuízo de cerca de R$ 9,8 milhões aos cofres públicos.

Carlinhos Maia apresenta show de humor 'Mas, Carlos!' pela primeira vez no AP


Espetáculo será no dia 30 de setembro, no Teatro das Bacabeiras. Apresentação aposta na interação com o público para garantir risadas. Comediante Carlinhos Maia se apresentará pela primeira vez em Macapá no dia 2 de setembro Divulgação O alagoano Carlinhos Maia é um dos fenômenos das redes sociais, somando quase 10 milhões de seguidores no Instagram e Facebook. Conhecido pelos vídeos bem humorados, o artista estará no Amapá pela primeira vez no dia 30 de setembro, às 20h, no Teatro das Bacabeiras, no Centro de Macapá. O show havia sido marcado para o dia 2 de setembro, mas, por problemas de saúde da mãe dele, o artista anunciou o adiamento da apresentação através das próprias redes sociais. A organização do evento informou que os ingressos comprados anteriormente serão válidos para a nova data. A devolução do ingresso também está sendo feita. Maia se destacou na internet falando do seu dia a dia e assuntos cotidianos com irreverência, além de mostrar a convivência com os vizinhos na vila onde mora, na cidade de Penedo, em Alagoas. No show "Mas, Carlos!", que será apresentado na capital, o artista relata vários momentos de sua trajetória, até o sucesso com vídeos na web. Ele aposta na interação com o público para garantir risadas. Outro característica do show é que Maia conta, de forma bem humorada, um pouco sobre a vida de "digital influencer", que é uma espécie nova de celebridade. Marlon Santos, produtor do espetáculo, comenta que Maia é, atualmente, um dos maiores fenômenos das redes sociais e que o novo show dele é um dos mais procurados do país. "A motivação para trazer o Carlinhos [Maia] para Macapá é bem simples, ele está bombando nas redes sociais e todo mundo no país quer conhecer mais sobre ele, o que é justamente o que será apresentado no espetáculo", falou. Para garantir os ingressos antecipados, que custam de R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia). Serviço Espetáculo 'Mas, Carlos!' Data: 30 de setembro (domingo) Local: Teatro das Bacabeiras Hora: 20h Ingressos: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia) Informações: (96) 98138-0887 Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o Tô Na Rede!

Michele Maycoth interpreta sucessos de Maria Gadú em noite romântica no AP


'Linda Rosa', 'João de Barro' e 'Shimbalaiê' fazem parte do repertório. Evento será realizado no dia 1º de setembro num espaço cultural na Zona Central de Macapá. Apresentação está marcada para o dia 1º de setembro, em um espaço cultural em Macapá Michele Maycoth/Arquivo Pessoal Interpretando sucessos de Maria Gadú, uma das relevações da MPB, a cantora amapaense Michele Maycoth prepara um show que promete embalar os apaixonados. A apresentação está marcada para o dia 1º de setembro, a partir das 20h, em um espaço cultural na Zona Central de Macapá. Com uma apresentação predominantemente acústica e intimista, a cantora espera estar mais próxima do público, principalmente para cantar junto com ela sucessos como "Linda Rosa", "João de Barro", "A História de Lilly Braun" e "Shimbalaiê". De acordo com a produção do show, Michele tocará durante mais de uma hora e também haverão participações especiais, entre elas, Alexandre Moraes, Erick Pureza e Nitai Silva. Os ingressos podem ser adquiridos em dois postos de vendas na Zona Central da capital e com a produção do show ao preço inicial de R$ 10. Sucessos como 'Linda Rosa', 'João de Barro' e 'Shimbalaiê' não vão ficar de fora do show Divulgação Serviço Michele Maycoth canta Maria Gadú Data: 1º de setembro (sábado) Hora: 20h Local: Quintal Walô 54 (Avenida José Antônio Siqueira, 1212, bairro Jesus de Nazaré) Ingressos: R$ 10 (1º lote) Postos de vendas: Norte Rock (Villa Nova Shopping); Quintal Walô 54 Informações e compra de ingressos: (96) 98142-0743 Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o Tô Na Rede!

Exposição 'Minha Aldeia' reúne fotografias inspiradas no cotidiano amapaense


Mostra reúne 27 imagens do fotógrafo Floriano Lima. Vernissage acontece no dia 24 de agosto no Sesc Centro, em Macapá. Visitações seguem até 20 de setembro. Mostra 'Minha Aldeia' busca evidenciar as belezas escondidas na simplicidade da vida no Amapá Floriano Lima/Divulgação Com fotos de paisagens, cartões-postais e até mesmo de trabalhadores à beira do Rio Amazonas, o fotógrafo Floriano Lima reúne 27 imagens que retratam o cotidiano amapaense na exposição "Minha Aldeia". A mostra ficará aberta ao público de 27 de agosto a 20 de setembro, na unidade Centro do Serviço Social do Comércio (Sesc), em Macapá. O fotógrafo define não existir um tema específico na exposição, condição que deu a ele liberdade para retratar desde as fotos mais "clichês", até imagens comuns do dia a dia. "Sempre gostei de fotografar nossos cartões postais porque eles são muito bonitos e únicos. Então, por mais 'batidas' que pareçam, eles fazem parte da proposta da exposição", adiantou. Dormir na rede, trabalhar com embarcações ou até mesmo o céu no fim de tarde são inspirações para o fotógrafo, que diz buscar evidenciar as belezas escondidas na simplicidade. Todas as imagens foram feitas entre 2016 até este ano. Elas compõem fases da profissão de Floriano Lima, de 56 anos, que iniciou a fazer "clicks" aos 17. "Essas fotos são recentes e fazem parte da minha carreira profissional. Apesar de fotografar desde a adolescência, quando ganhei minha primeira câmera fotográfica, trabalho profissionalmente na área há cerca de 5 anos", contou. A vernissage da exposição acontece no dia 24 de agosto, às 19h público poderá prestigiar a mostra de segunda a sexta-feira, no horário das 9h às 11h e das 15 às 17h. Serviço Exposição fotográfica "Minha Aldeia" Data: vernissage 24 de agosto; visitações de 27 de agosto a 20 de setembro Hora: abertura 19h; visitações das 9h às 11h e das 15h às 17h Local: Sesc Centro Entrada: gratuita Fotógrafo reuniu 27 imagens para a mostra que acontece até o dia 20 de setembro Floriano Lima/Divulgação Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o Tô Na Rede!

Peça teatral amapaense vai narrar acontecimentos 19 anos depois do último livro de Harry Potter


Espetáculo está marcado para os dias 16 e 17 de agosto, no Teatro das Bacabeiras. Adaptação amapaense vai regionalizar história original que é inglesa. Peça teatral 'Harry Potter e o Herdeiro Amaldiçoado' será nos dias 16 e 17 de agosto, em Macapá Google Inspirada na peça londrina que contou os acontecimentos 19 anos depois de "Harry Potter e as Relíquias da Morte", um grupo amapaense de teatro propõe uma adaptação do espetáculo que virou sucesso no Reino Unido e bateu recorde de bilheteria na Broadway. A apresentação acontece nos dias 16 e 17 de agosto, às 20h, no Teatro das Bacabeiras, no Centro de Macapá. Intitulado "Harry Potter e o Herdeiro Amaldiçoado: A Oitava História Dezenove Anos Depois", a peça do grupo "O Beco Teatral e o Projeto Literar Amapá" segue a estrutura do espetáculo londrino, com os protagonistas da saga mais velhos e focando a aventura nos filhos do feiticeiro. De acordo com um dos diretores da peça, Iury Laudrup, o trabalho foi regionalizado. "Nosso trabalho é adaptar, uma vez que a peça original tem mais de 5 horas de duração. Então, encurtamos a história e regionalizamos o roteiro para que nossa peça tenha sua própria identidade", ressaltou. O espetáculo amapaense conta com oito personagens no elenco principal e 12 pessoas na produção e terá uma hora e meia de duração. Os ingressos para o espetáculo podem ser adquiridos antecipadamente em três postos de vendas na Zona Central da capital, ao preço de R$ 15 + um quilo de alimento não perecível. História A montagem teatral continua a história de Harry Potter de onde o sétimo e último volume da saga de J.K. Rowling parou, com um enredo envolvendo um Harry adulto e o seu filho do meio, Alvo Severo. Ele também é pai de Tiago Sirius, o mais velho, e de Lília Luna, a caçula. Agora, Potter é um funcionário sobrecarregado de trabalho no Ministério da Magia, com três crianças em idade escolar. Ele "lida com um passado que se recusa a ficar no lugar ao qual pertence", diz um texto sobre a peça. Enquanto isso, Alvo, assim chamado em homenagem ao antigo diretor de Hogwarts e mentor de Harry, Alvo Dumbledore, se esforça para lidar com o peso do legado da família. Serviço "Harry Potter e o Herdeiro Amaldiçoado: A Oitava História Dezenove Anos Depois" Datas: 16 e 17 de agosto Local: Teatro das Bacabeiras (Rua Cândido Mendes, 1087 – Centro) Ingressos: R$15 + um quilo de alimento não perecível Postos de Venda: Livraria Acadêmica (Macapá Shopping - Piso L2); Amapanime Space (Avenida Vereador Orlando Pinto, Nº: 640F - Santa Rita); Parada do Cachorro Quente (Rua Odilardo Silva, Nº: 2289 - Centro) Informações: (96) 98128-4949 / (21) 96979-6812 Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o Tô Na Rede!

Levantamento do G1 mostra variação de preço nas opções de transporte em Divinópolis; confira


Valores dos meios disponíveis na cidade variam de R$ 4,05 a R$ 15. Preço do transporte coletivo varia de acordo com forma de pagamento e para comunidades rurais TV Integração/Reprodução Quem mora em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, e precisa se locomover conta, atualmente, com três empresas de aplicativos, ônibus, taxis e mototaxis à disposição. Mas, destas, qual a mais barata? O G1 fez um levantamento com todos os tipos de transporte disponíveis na cidade. Com base em uma viagem de dois quilômetros, o usuário gasta entre R$ 4,05, caso opte por ir de ônibus, a R$ 15 caso faça o trajeto em um táxi ou em dos aplicativo disponíveis na cidade. Ônibus Segundo a Prefeitura, o meio de transporte mais utilizado no município é o transporte público, que tem cerca de 80 mil usuários por dia. O valor das passagens, no entanto, varia. Atualmente, o transporte público municipal custa R$ 4,05 para pagamento em dinheiro e R$ 3,60 para pagamento via cartão de vale-transporte. Segundo a Prefeitura, a frota é de 153 ônibus na cidade. Destes, 144 fazem viagens diárias e outros nove funcionam como veículos reservas. Para as comunidades rurais, o preço varia de acordo com a distância da comunidade ao centro da cidade. Veja na tabela os preços: Preços de ônibus para comunidades rurais em Divinópolis Táxis e Mototáxis Segundo a Associação dos Taxistas de Divinópolis, o número de motoristas não acompanha o tamanho da população. Atualmente, existem 90 taxistas no município espalhados em pontos estratégicos da cidade como no Centro, rodoviária e próximo à supermercados. A associação, no entanto, afirma que os pontos são insuficientes e bairros mais afastados também deveriam ter a presença dos veículos. Atualmente, uma corrida do Centro até o bairro Niterói, com cerca de dois quilômetros de distância, custa, em média, R$ 15 dependendo da bandeira. Valor médio do táxi em Divinópolis para corrida de 2 km é de R$ 15 Reprodução/TV Integração Deste valor, R$ 4,50 são impostos que devem ser repassados ao município – o valor é, também, o valor inicial registrado no taxímetro, segundo a associação. O serviço de mototáxi foi regulamentado em agosto do ano passado e atualmente, segundo a Prefeitura, cerca de 60 mototaxistas atuam nas quatro empresas regularizadas no município. O preço das corridas, no entanto, é calculado pelos próprios motoristas e não é tabelado. Usando como parâmetro a distância levantada com o táxi, três mototaxistas da cidade afirmaram valores distintos para a corrida: o primeiro disse ao G1 que cobraria R$ 5. O segundo, R$ 7 e o terceiro cobraria R$ 10 pela corrida. Segundo a Prefeitura, a diferença é considerada normal porque os gastos do mototaxista varia de acordo com o tipo de moto conduzida por ele e, diferentemente dos táxis, o serviço não possui um valor mínimo estipulado. Mototáxi também apresenta variação no preço Reprodução/Tv Integração Aplicativos A cidade conta, ainda, com três opções de transporte por aplicativo: Uber, Go Car e Uper 7. Para usar o serviço, o usuário deve instalar os respectivos aplicativos em seu smartphone. Segundo um dos proprietários do Go Car, Bruno Alvim, a tarifa do serviço é cerca de 25% menor do que a cobrada pelos táxis. Atualmente, a empresa conta com cerca de 20 veículos pela cidade. No trajeto entre o Centro e o Bairro Niterói, por exemplo, a corrida ficaria em R$ 7. A Uper 7, empresa fundada em 2009, afirmou contar com cerca de 30 veículos cadastrados na cidade. Destes, a tarifa básica dos taxistas é mantida e cobra-se entre R$ 2,17 e R$ 2,50 por quilômetro, dependendo do tipo de veículo solicitado. O valor estimado pelo aplicativo no trajeto escolhido pelo G1 apontou o mesmo preço do táxi. A Uber, por sua vez, informou, por meio da assessoria, que divulga somente dados estaduais. Segundo a empresa, em Minas Gerais atualmente existem 35 mil motoristas atuando pelo aplicativo. Um motorista que faz corridas pelo aplicativo da Uber em Divinópolis, e que pediu para não ser identificado, revelou ao G1 que existe um grupo de mensagens instantâneas com os motoristas da empresa na cidade e que, atualmente, existem cerca de 60 pessoas. No trajeto calculado pela reportagem, a corrida ficaria em R$ 6,75. Contudo, o motorista alerta que o preço varia conforme o horário e a demanda dos usuários. Com relação ao transporte particular, Divinópolis conta atualmente com cerca de 125 mil veículos - uma média de dois habitantes por veículo.

Show de humor em Macapá leva histórias de ribeirinhos da Amazônia para o teatro


Dupla Epaminondas Gustavo e Adilson Alcântara apresentam ‘Agora é que são Eles’, na sexta-feira (3), no Teatro das Bacabeiras. Lançamento de livros também marcam visita dos humoristas ao AP. Epaminondas Gustavo (com a bandeira) e Adilson Alcântara no show 'Agora é que são Eles’ Divulgação Histórias engraçadas de ribeirinhos que vivem no interior do Pará inspiraram o repertório de “Agora é que são Eles”, novo show de humor da dupla paraense Epaminondas Gustavo e Adilson Alcântara. A apresentação do espetáculo acontece na sexta-feira (3), no Teatro das Bacabeiras, em Macapá. Com o sotaque típico da região, o personagem Epaminondas Gustavo, interpretado pelo ator Cláudio Rendeiro, conta aventuras, reclamações, desavenças, conselhos e fatos de comunidades que vivem às margens de rios. A apresentação teatral é acompanhada por canções de Alcântara. Além de ator, Rendeiro é juiz do Tribunal de Justiça do Pará. Ele caracterizou o protagonista do show de humor como um morador de São Caetano de Odivelas, cidade natal do magistrado, com linguajar “caboco” e cheio de expressões. Alcântara é um artista paraense com 25 anos de carreira como cantor, compositor, humorista e produtor cultural. Ele é o responsável por equilibrar o humor com a paródia, que também faz parte da vida dos ribeirinhos, e conta as piadas com ritmo e acompanhado por um violão. A dupla fez uma apresentação em Macapá em maio, lotou o teatro e quer repetir a experiência na capital. Espetáculo leva histórias hilárias da região ribeirinha do Pará Divulgação Livros e palestra Um dia antes da apresentação no Teatro das Bacabeiras, os humoristas vão fazer o lançamento dos livros “Sátira de um Ribeirinho”, que traz crônicas e histórias no olhar de Cláudio Rendeiro, e “Lírica Ribeirinhas e Outras Margens”, com o lado poético do artista. O lançamento dos livros é gratuito acontece após uma palestra-show voltada para alunos do curso de direito, no auditório do Sebrae em Macapá. Serviços Palestra-show para estudantes de direito Data: 2 de agosto (quinta-feira) Hora: 19h Local: Auditório do Sebrae (Av. Ernestino Borges, 740 - Laguinho) Entrada: R$ 20 Lançamento dos livros Data: 2 de agosto (quinta-feira) Hora: 20h30 Local: Auditório do Sebrae Entrada: franca Show de humor 'Agora é que são Eles' Data: 3 de agosto (sexta-feira) Hora: 20h Local: Teatro das Bacabeiras Ingresso: R$ 30 Informações: (96) 98139-9346 Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o Tô Na Rede!

Sem dinheiro, venezuelanos acampam às margens de rodovia na fronteira do Brasil: 'aqui pelo menos temos comida'


Cidade de Pacaraima, em Roraima, tem abrigo público, mas ele é só para índios venezuelanos. Sem ter para onde ir, famílias inteiras estão vivendo às margens da BR-174, que liga os dois países. Angélia Aguilera, 18, e o filho de 2 anos ao lado da barraca em que estão vivendo há cerca de 1 mês; 'Na rua é muito frio' Inaê Brandão/G1 RR Venezuelanos estão vivendo em acampamentos improvisados em Pacaraima, no Norte de Roraima, na fronteira do Brasil. Um deles fica às margens da BR-174, rodovia que liga o país a Venezuela, e tem pelo menos 30 famílias. Conforme a prefeitura, a cidade tem uma média de 1,5 mil imigrantes em situação de rua - o equivalente a 22% da população local, que é de cerca de 15 mil habitantes. O município possui um abrigo público, mas ele é exclusivo para imigrantes indígenas. Procurada, a Força Tarefa Logística Humanitária, criada pelo Governo Federal para lidar com a imigração, informou que está em implantação um novo abrigo para não-índios na fronteira. Chamado de BV8, ele terá capacidade para 500 pessoas. No acampamento às margens da rodovia, famílias inteiras estão morando em barracas de camping e estruturas improvisadas com lonas, madeiras e até papelões. As estruturas são cobertas por plástico para proteger da chuva, comum neste período do ano. Na madrugada, a temperatura chega aos 16º C. A jovem Angélia Aguilera, de 18 anos, está no Brasil há um mês. Ela, o marido e o filho Elieser, de um ano, vivem nas ruas de Pacaraima desde então. "Aqui na rua é muito frio. Nunca imaginei que ia passar por isso", lamentou Angélia. A família saiu de Maturin, a 785 Km de Pacaraima, e conta a mesma história que outros milhares de venezuelanos que buscam refúgio no Brasil. "Vim porque na Venezuela não tem trabalho, comida e remédio. Não tem nada", disse Angélia, acrescentando que no país a família se alimentava apenas de mandioca e sardinha. O esposo trabalhava em uma empresa multinacional, mas o salário - corroído pela inflação diária de 2,8% - perdeu o poder de compra. Por isso, ele largou o trabalho há dois meses e a família resolveu tentar a vida no Brasil, onde busca trabalho. "A vida aqui está um pouco difícil porque não conseguimos dinheiro. Meu marido vende café na rua e não dá para quase nada. Mas dá para comer, sobreviver. Pelo menos temos comida", disse. O objetivo da família é chegar até Manaus. Luiz Sereño, 20, colocou bandeiras do Brasil na barraca improvisada: 'é uma homenagem ao país que me acolheu' Inaê Brandão/G1 RR O jovem Luiz Sereño, de 20 anos, também se mudou para o Brasil fugindo da crise econômica e política da Venezuela. Na barraca improvisada onde mora, o jovem colocou duas bandeiras do Brasil e disse que elas são uma homenagem ao país que o acolheu. "A bandeira representa a união. O Brasil nos recebeu como irmãos e sou grato", afirmou. Em Pacaraima, Luiz trabalha lavando carros. O dinheiro que consegue manda para a filha de três anos que ficou na terra natal. "A Venezuela tem muitos recursos naturais, mas já estamos cansados de passar fome. Tenho uma filha e chorava quando via ela comendo só manga". Na rua, os imigrantes cozinham em latas de tintas e, muitas vezes, dependem de doações de moradores para se alimentar. Sem lugar para se higienizar, aqueles que não possuem entre R$ 1 e R$ 4 para pagar um estabelecimento comercial para usarem o banheiro ficam sem banho e precisam fazer as necessidades em uma região de mata, na outra margem da rodovia. Imigrantes fazem comida em fogões improvisados Inaê Brandão/G1 RR Crise migratória Nos primeiros seis meses deste ano, mais de 16 mil venezuelanos pediram refúgio em Roraima, segundo a Polícia Federal. O número já é 20% maior do que o registrado em todo o ano de 2017, quando foram recebidas pouco mais de 13,5 mil solicitações. Nos últimos 18 meses, 128 mil venezuelanos que entraram no Brasil pela fronteira de Pacaraima (RR), mas destes, 31,5 mil, voltaram para a Venezuela pelo mesmo caminho, e os outros 37,4 mil saíram do país de avião ou por outras fronteiras terrestres. O Exército Brasileiro calcula que a média de entrada de venezuelanos em Roraima nos últimos cinco meses foi de 416 pessoas ao dia. Ainda não há números precisos sobre a quantidade exata de venezuelanos vivendo em Roraima, mas um levantamento da prefeitura de Boa Vista apontou que, só na capital, há 25 mil moradores venezuelanos – o equivalente a 7,5% da população local, que é de 332 mil habitantes. Desses, pelos menos 65% estão desempregados. Atualmente o estado conta com dez abrigos públicos, totalizando cerca de 4,6 mil pessoas, seis deles abertos só neste ano. Mesmo assim, ainda há venezuelanos em situação de rua em 10 dos 15 municípios do estado. Além disso, 820 imigrantes já foram levados em voos da Força Aérea Brasileira (FAB) para São Paulo, Manaus, Cuiabá, Brasília, Rio de Janeiro, Igarassu (PE) e Conde (PB) no chamado processo de interiorização, que consiste em distribuir venezuelanos recém-chegados a Roraima para outros estados do país. Acampamento foi montado às margens da BR-174 Inaê Brandão/G1 RR Initial plugin text

Barracas de apoio aos romeiros começam a funcionar nesta sexta na BR-365 em Patos de Minas


Nos pontos de atendimento serão oferecidos alimentação, camas, escalda-pés, massagens e atendimento médico 24h até o dia 13 de agosto. Reprodução/TV Integração Os pontos de apoios aos romeiros começam a funcionar a partir desta sexta-feira (27) às margens da BR-365, km 439, após o trevo de Santa de Patos, em Patos de Minas. Serão oferecidos sanitários, camas, água e refeições durante 24h até o dia 13 de agosto. As Delegacias da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Patos de Minas e Uberlândia, realizarão a “Operação Romaria”, e a partir do dia 27 de julho haverá grupos dedicados à fiscalização de trânsito e do radar móvel na BR-365. Os romeiros terão direito a alimentação completa com café, leite, suco, pão e frutas, almoço, atendimento de saúde, além de escalda-pés, massagem e chuveiros. O Dia de Nossa Senhora da Abadia, padroeira do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, é celebrado no dia 15 de agosto e os fiéis católicos saem a pé até a cidade de Romaria como forma de agradecer ou cumprir alguma promessa.

Quilo do Pirarucu é vendido em Rondônia por R$ 9,36 no valor médio


Banana nanica, bezerro de corte e alface convencional também foram cotados. Valores se referem a preços pagos diretamente ao produtor. Veja quanto custa o preço do quilo do pirarucu em várias cidades Toni Mendes/ TG A Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater-RO) realizou, entre os dias 16 a 20 de julho, a pesquisa de preços dos produtos agrícolas vendidos no estado. A cotação se refere ao valor pago diretamente ao produtor agrícola, nas unidades produtivas. Confira abaixo a lista de alguns itens: Peixe Pirarucu (quilo) Preço médio: R$ 9,36 Porto Velho: R$ 11,00 Guajará-Mirim: R$ 10,00 Ariquemes: cotação não informada Jaru: R$ 8,00 Rolim de Moura: R$ 7,40 Machadinho D'Oeste: R$ 10,00 Ouro Preto do Oeste: R$ 9,00 Ji-Paraná: R$ 11,00 Colorado do Oeste: R$ 8,50 São Miguel do Guaporé: cotação não informada Costa Marques: cotação não informada Cacoal: cotação não informada Vilhena: cotação não informada Pimenta Bueno: cotação não informada Banana Nanica/ Nanicão (quilo) Preço médio: R$ 1,88 Porto Velho: R$ 2,00 Guajará-Mirim: R$ 1,80 Ariquemes: R$ 2,00 Jaru: R$ 2,00 Rolim de Moura: R$ 1,30 Machadinho D'Oeste: R$ 2,00 Ouro Preto do Oeste: R$ 2,00 Ji-Paraná: R$ 2,00 Colorado do Oeste: R$ 2,00 São Miguel do Guaporé: 2,00 Costa Marques: 1,50 Cacoal: R$ Cotação não divulgada Vilhena: R$ Cotação não divulgada Pimenta Bueno: R$ 2,00 Bezerro de corte (cabeça) Preço médio: R$ 960,71 Porto Velho: R$ 950,00 Guajará-Mirim: R$ 900,00 Ariquemes: R$ 950,00 Jaru: R$ 1.000,00 Rolim de Moura: R$ 1.100 Machadinho D'Oeste: R$ 1.000,00 Ouro Preto do Oeste: R$ 1.000,00 Ji-Paraná: R$ 950,00 Colorado do Oeste: R$ 1.000,00 São Miguel do Guaporé: 720,00 Costa Marques: R$ 900,00 Cacoal: R$ 980,00 Vilhena: R$ 1.000,00 Pimenta Bueno: R$ 1.000,00 Alface convencional (maço) Preço médio: R$ 1,80 Porto Velho: R$ 1,50 Guajará-Mirim: R$ 2,00 Ariquemes: R$ 2,00 Jaru: R$ 1,50 Rolim de Moura: R$ 1,50 Machadinho D'Oeste: R$ 2,00 Ouro Preto do Oeste: R$ 2,00 Ji-Paraná: R$ 1,00 Colorado do Oeste: R$ 2,00 São Miguel do Guaporé: 2,00 Costa Marques: R$ 2,00 Cacoal: R$ 2,00 Vilhena: R$ 1,65 Pimenta Bueno: R$ 2,00

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